A FOLHA DE SP DE HOJE, PUBLICA ENTREVISTA COM A INDIANA RANI HONG, 40 ANOS, CONSELHEIRA ESPECIAL DA ONU E ATIVISTA CONTRA O TRÁFICO HUMANO. SEU RELATO É TÃO IMPRESSIONANTE QUE JULGO OPORTUNO TRANSCREVER PARA OS ELEITORES.

O COMEÇO DO INFERNO .

TINHA SETE ANOS, MORAVA NA ÍNDIA RURAL, QUANDO UMA MULHER QUE SE DIZIA AMIGA DA FAMÍLIA NOS PROCUROU. ELA QUERIA NOS AJUDAR E DISSE QUE ALIVIARIA A MISÉRIA DA FAMÍLIA ME LEVANDO PARA A CASA DELA, AONDE EU TERIA EDUCAÇÃO E COMIDA .

NO COMEÇO MINHA MÃE VINHA ME VISITAR , POIS MORAVA PERTO.

UM DIA ELA VEIO E NÃO ME ENCONTROU. EU HAVIA SIDO VENDIDA AOS SETE ANOS COMO ESCRAVA.

FUI LEVADA PARA UM ESTADO VIZINHO, ONDE A LÍNGUA ERA DIFERENTE.

OS MAUS TRATOS .

PARA CONTROLAR AS CRIANÇAS, HAVIA ESPANCAMENTOS, TORTURAS E PRIVAÇÃO DE COMIDA. MEU DONO COMPRAVA E VENDIA CRIANÇAS PARA TRABALHOS DOMÉSTICOS E EM FÁBRICAS COM JORNADA DE 12 A 14 HORAS. A SORTE SERIA SER COMPRADA POR UMA AGENCIA DE ADOÇÃO.

QUANDO EU COMECEI A SE ENJEITADA PARA O TRABALHO ESCRAVO MEU DONO ME VENDEU PARA UMA AGÊNCIA DE ADOÇÃO INTERNACIONAL.

INICIALMENTE FUI ENVIADA PARA O CANADÁ E POSTERIORMENTE PARA OS E.E.U.U. NESSE PAÍS CAÍ NAS MÃOS DE UMA MULHER SOLTEIRA MARAVILHOSA E HUMANA .ME DEU CARINHO, EDUCAÇÃO E ME TRATOU COMO GENTE, PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA .

ELA MORREU QUANDO TINHA 17 ANOS, MAS DEVO A ELA CHEGAR AONDE CHEGUEI HOJE.

ESSE HORROR NÃO ACONTECEU NO SÉCULO PASSADO MAS NOS ANOS CORRENTES E MUITAS CRIANÇAS, COMO RANI HONG ESTÃO AGORA VIVENDO COMO ESCRAVAS.

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