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A primeira fotografia do lindo sapo arco-íris de Bornéu// Crédito: Indraneil Das/Conservation International

Extremamente colorido e brilhante, sapo arco-íris de Bornéu é fotografado pela primeira vez

por Redação Galileu

 

A foto acima é muito importante para o estudo e conhecimento da fauna mundial. Trata-se da espécie de sapo que pode ser conhecida por três nomes: Sambas, sapo arco-íris de Bornéu ou Ansonia latidisca (nome científico). O mais incrível é que já se iam 87 anos desde a última vez que essa espécie de sapo foi vista – era o ano de 1924 e os únicos registros do animal até então eram ilustrações monocromáticas.

O sapo arco-íris de Bornéu integrava a lista dos 10 Sapos Perdidos Mais Procurados do Mundo. Para reencontrá-lo, o professor Indraneil Das, da Universidade de Sarawak da Malásia organizou uma expedição pela ilha de Bornéu. Durante meses a busca não deu resultados. Foi então que o professor determinou que fossem feitas varreduras em locais mais elevados da ilha, acima de 1300 metros. Deu certo: o aluno Pui Yong Min avistou o sapo em uma árvore, a três metros do chão, na fronteira entre a província de Sarawak na Malásia, e a província Kalimantan, que já pertence à Indonésia.. Foram vistos três sapos: uma fêmea adulta, um macho adulto e um jovem, que têm entre 30 mm e 51mm.

A principal característica do sapo é, como o arco-íris em seu nome indica, ter uma coloração brilhante e colorida em suas costas, o que o torna um dos mais belos tipo de suas espécie. “A natureza ainda guarda segredos preciosos que estamos a descobrir, é por isso que a proteção e a conservação são tão importantes. Os anfíbios são indicadores da saúde do ambiente, o que tem implicações diretas para a saúde humana. Os seus benefícios não devem ser subestimados”, disse Indraneil Das em um comunicado à imprensa.

 

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