Pedro Carrilho/Folhapress
Paisagem da cidade medieval renascentista de Montepulciano e arredores, na região da Toscana
Paisagem da cidade medieval renascentista de Montepulciano e arredores, na região da Toscana

Roma, Veneza e Florença são todas incontestáveis estrelas de primeira grandeza na galáxia turística italiana, e visitar o país pela primeira vez sem incluir ao menos alguma das três cidades seria um grande erro.

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A Itália é daqueles países que nem uma vida inteira dedicada a explorá-lo conseguiria lhe fazer jus.

É muito fácil e prático viajar pelo país utilizando sua malha ferroviária. Ela serve praticamente todas as principais cidades, além de muitos outros destinos menores. Mas, para realmente aproveitar o que as regiões centrais da Itália têm de melhor a oferecer, alugar um carro torna-se essencial.

Literal e figuradamente, a Itália deve ser saboreada com calma. E o cardápio de regiões como a Toscana, a Úmbria e a Ligúria é extremamente variado. São estradas rurais, vinhedos e olivais, montanhas, paisagens bucólicas, vilarejos medievais e uma costa espetacular, além, claro, da gastronomia e dos vinhos, que em muitos casos mereceriam uma galeria exclusiva no Uffizi de Florença.

TUDO PERTO

Não se esqueça, você está na Europa, e as curtas distâncias entre os destinos jogam sempre a favor, fazendo com que uma “road trip all’italiana” jamais fique monótona ou cansativa. Ao contrário, imprimem um ritmo intoxicante, perfeito para celebrar na medida certa o hedonismo da “dolce vita”.

As viagens rápidas são também uma tentação para quem quer conhecer o maior número possível de lugares num curto espaço de tempo. Resista: essa não é uma região para se ter pressa.

Aproveite para conhecer mais a fundo cada lugar. De carro é possível fugir das multidões de turistas e seguir rumo a vilarejos isolados e estradas solitárias sem transporte público. Não faltam oportunidades de parar no acostamento e admirar as paisagens no caminho.

Preocupar-se em estacionar o carro durante a noite talvez seja o maior incômodo. As cidades não foram construídas com Fiats e Ferraris em mente e quase sempre impõem restrições ao tráfego nos centros históricos. Em alguns locais, é possível adentrar as zonas de tráfego restrito apenas para deixar as malas no hotel, mas ainda assim é preciso pedir autorização antecipada por meio do hotel ou da pousada. Não subestime os “carabinieri”.

Os motoristas italianos não são exatamente conhecidos por sua civilidade no trânsito. Por isso, dirigir com cautela é sempre um bom conselho, tanto nas autoestradas como nas sinuosas e estreitas estradas locais.

FOLHA ONLINE

PEDRO CARRILHO ENVIADO ESPECIAL À ITÁLIA

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