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PM apreendeu 165 pedras de oxi em Teresina, segundo coronel.
RO e RJ aguardam confirmação de perícia da droga, aponta levantamento.

Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo

A Polícia Militar do Piauí apreendeu nesta quinta-feira (19) 165 pedras de oxi no bairro Macaúba, na capital, Teresina. Segundo o porta-voz da PM do estado, coronel Sá Júnior, a droga estava no quintal de uma casa. Um suspeito de tráfico foi detido na operação.

Com a confirmação de apreensão no Piauí, o oxi chegou comprovadamente a 13 estados, mais o Distrito Federal, segundo levantamento realizado pelo G1 junto às políciais civis estaduais e a Polícia Federal. Outros dois estados (Rondônia e Rio de Janeiro) ainda aguardam confirmação de perícia técnica sobre a substância.

Também nesta quinta-feira, em uma operação na capital para repressão de tráfico de drogas, principalmente o crack, houve uma nova apreensão de oxi, segundo o coronel. O material ainda passará por análise. Na ação, denominada “Operação Tocha”, 105 PMs ocuparam dois bairros. Pelo menos 11 pessoas foram detidas.

Oxi avança no país

No Norte, por onde a droga entra no Brasil através da Bolívia e Peru, o oxi já vem sendo amplamente usado nas ruas há pelo menos dois anos, segundo delegados. “Fiz uma apreensão de 17 quilos de oxi há 17 anos no meu primeiro mês na polícia”, diz o delegado Silvano Alves Rabelo, da Polícia Civil do Acre.

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Segundo ele, a droga avançou no estado, principalmente na capital, Rio Branco, com usuários que a adquiriam achando que se tratava de crack. “A olho nu, o oxi é igual ao crack. Além disso, ambas as drogas são consumidas da mesma forma.”

Em São Paulo, a droga é apreendida com baixo grau de pureza e bastante diluída em produtos como carbonato de cálcio e querosene. “Mas os traficantes estão cada vez mais acrescentando outras substâncias, como ácido sulfúrico, ácido bórico, até rejunte de azulejo, para fazer render a droga até três, quatro vezes mais”, diz o delegado Clemente Calvo Castilhoni Júnior, do Denarc.

“O oxi apreendido em São Paulo é um crack de péssima qualidade, com menos cocaína e menor grau de pureza. Os usuários acham que é mais forte que o crack, mas, pelo contrário, o efeito dele é menor, mas mais destrutivo, porque está refinado. A saúde da pessoa é que sai bem mais prejudicada”, acrescenta Castilhone. No interior do estado, traficantes chegam a vender a pedra de oxi até por R$ 10.

Na quarta-feira (18), 18 pedras de entorpecente que podem ser oxi foram encontradas em uma colônia de pescadores de Niterói, na região metropolitana do Rio. O material foi levado para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) para ser periciado “Ainda não temos nenhuma informação confirmada de oxi no Rio. Há algumas apreensões suspeitas, mas ainda estamos avaliando. O material está passando por perícia”, diz o chefe da Divisão de Combate às Drogas da Polícia Civil fluminense, Pedro Henrique Medina.

Entre maio e abril, vários estados, entre eles Ceará, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, anunciaram ter feito a primeira apreensão da droga, sempre em pequenas quantidades, de até um quilo ou menos de algumas dezenas de pedras, segundo a polícia. No Nordeste e em Santa Catarina, onde o oxi ainda não chegou, a polícia está preocupada e atenta para mudanças de perfil dos usuários.

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