Alunos considerados mais alegres durante a infância na escola morreram mais jovens que os colegas mais recatados 

Alunos considerados mais alegres durante a infância na escola morreram mais jovens que os colegas mais recatados (Thinkstock)

Os mais animados teriam estilo de vida mais relaxado e perigoso, afirma pesquisa

Pesquisadores descobriram que crianças consideradas “muito alegres” na escola morreram mais jovens que os colegas mais reservados. Isso aconteceria porque os indivíduos mais animados teriam um estilo de vida mais despreocupado, cheio de decisões perigosas e prejudiciais à saúde. O estudo foi desenvolvido por diversas universidades e publicado no periódico Perspectives on Psycological Science.

O estudo analisou detalhes da vida de crianças da década de 1920 até a idade mais velha. Os especialistas descobriram que as crianças que eram consideradas “muito alegres” em relatórios escolares morreram mais cedo que os colegas mais contidos. De acordo com os especialistas, o excesso de alegria, especialmente em momentos inapropriados, pode incitar raiva em terceiros, aumentando o risco de uma pessoa ser prejudicada.

Enganação – Os pesquisadores também descobriram que se esforçar demais para ser feliz pode acabar levando o indivíduo a se sentir mais triste do que antes. Textos oferecendo dicas sobre como ser feliz também levaram a culpa por piorarem o quadro da depressão em tempos modernos. Em vez de melhor o bem estar dos leitores, as pessoas se sentiam enganadas.

O estudo aponta que a verdadeira receita da felicidade está em questões mais simples, como relações significativas com amigos e familiares. June Gruber, co-autor do estudo e psicólogo da Universidade de Yale, disse em entrevista ao jornal inglês Daily Telegraph: “Quando estamos fazendo algo com a expectativa de que isso vai trazer felicidade, normalmente nos decepcionamos”.

Ainda de acordo com Gruber, o melhor “termômetro” da felicidade não é dinheiro, fama ou sucesso. “É o relacionamento significativo com pessoas do seu meio social”, afirma. “Isso quer dizer que a melhor forma de aumentar a felicidade é parar de se preocupar em ser feliz e concentrar a energia em nutrir os laços sociais com outras pessoas”. O resto, afirma, vem naturalmente.

Revista Veja

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