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SP menos poluída pode deixar de perder milhões de dias de produção.
Tratamento de enfermidades gera gasto de R$ 2,5 bilhões por ano.

A poluição do ar agrava as doenças respiratórias e faz muitas pessoas se afastarem do trabalho. É um sofrimento para o doente e um prejuízo para a cidade.

Quem nunca faltou no trabalho por causa de uma doença respiratória? A cabeleireira Beth Martins tem experiência no assunto. Na última crise do filho mais velho, ela ficou 15 dias sem trabalhar. “Meu salário foi quase zero. Foi difícil”, diz Beth.

A Beth perde e o salão perde. “Isso causa transtorno na operação porque eu tenho uma estrutura montada contando com aquele funcionário”, afirma Romualdo Bergamini, dono do salão.
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Isso acontece em toda empresa. A economia de São Paulo perde milhões. Carlos Eduardo Frickmann Young, economista e professor da UFRJ, fez os cálculos em cima de uma fórmula do Banco Mundial para países em desenvolvimento. É a relação entre poluição e a quantidade de dias perdidos.

O professor descobriu que se São Paulo fosse menos poluída, deixaria de perder 6 milhões de dias de produção. Ao transformar esse número em dinheiro, dá mais de R$ 500 milhões.

“Agora a bola fica com os tomadores de decisão, na esfera política. Nós já temos um argumento técnico que diz: por favor, prestem atenção, como um todo, a região metropolitana de São Paulo está perdendo dinheiro mantendo o ar poluído”, diz o professor.

A cidade também gasta uma fortuna para cuidar da saúde da população. O tratamento das doenças respiratórias agravadas pelo ar poluído gera um gasto de cerca de R$ 2,5 bilhões por ano.

“As pessoas vão mais ao pronto-socorro, internam mais e fazem mais inalação. Tudo é gasto adicional. Vale a pena investir em medidas de alcance global”, diz Ubiratan de Paula Santos, pneumologista do Incor.

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