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Quem vive em SP passa, em média, 2 horas e 42 minutos no trânsito por dia.
Poluição afeta também ritmo de produção dos paulistanos.

 

A poluição do ar da capital tem um custo muito alto. Por ano, 4 mil pessoas morrem vítimas de doenças agravadas pela má qualidade do ar. As despesas com saúde podem chegar a R$ 2,5 bilhões por ano. Dentro desta conta estão os tratamentos e internações.

Em média, quem vive em São Paulo fica duas horas e 42 minutos por dia em congestionamentos. De segunda à sexta dá mais de 12 horas e em um mês, 48 horas e 40 minutos. São dois dias inteiros perdidos em engarrafamentos que acarretam em mais poluição, segundo pesquisa da Rede Nossa São Paulo.

“A pessoa que vive em São Paulo deixa de produzir, deixa de usar esse tempo para estar com a família. Deixa de estar numa atividade cultural, artística. É um impacto altamente negativo para a qualidade de vida, saúde e economia da capital”, comenta o coordenador da Rede ‘Nossa SP’, Oded Grajew.

A cidade também perde milhões porque as pessoas que ficam doentes deixam de trabalhar. Quem depende de comissão, acaba ficando sem salário no fim do mês. “Eu fiquei 15 dias sem trabalhar e meu salário foi quase zero”, comenta a cabeleireira Beth Martins.

Existe também outro tipo de perda. Às vezes a pessoa vai trabalhar, mesmo doente, e não produz tanto quanto poderia. É a chamada “produção sacrificada”. “São todas as perdas econômicas relacionadas a atividades produtivas que acontecem por um problema ambiental”, explica Carlos Eduardo Frickmann Young, economista e professor da UFRJ.

As faltas por motivos de doença geram despesas para empresas. O professor Carlos Eduardo fez os cálculos em cima de uma fórmula do Banco Mundial para países em desenvolvimento. É a relação entre poluição, número de internações e quantidade de dias perdidos.

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