Vivi as passagens do Ano Novo em LIMOEIRO, aonde nasci. Na Argélia aonde vivi exilado 11 anos e em PARIS.

Limoeiro

LIMOEIRO tem praticamente duas grandes ruas apertadas entre o Rio Capibaribe e o morro do redentor. No meu tempo de criança chamavam Rua da frente e Rua de trás. Lógico que a expansão da cidade mudou esta geografia. Eu morava na Rua da frente avistando o Morro Redentor .O Ano Novo era marcado por dois grandes acontecimentos .A meia noite as luzes da cidade eram apagadas e uma modesta girândola pipocava por não mais de cinco minutos no morro redentor .A modéstia da renda da cidade não permitia o uso de fogos de artifício colorindo o céu .Após a girândola começava o passeio na rua da frente cobrindo percurso da Igreja ao Pátio da FEIRA .No dia seguinte ocorria em frente da Igreja o tradicional leilão de animais doados pelos fazendeiros e animado por MANOEL COIÓ .Vários anos novos passei dessa forma.

ARGÉLIA

A Argélia é um país muçulmano e o Natal não existe no mundo islâmico. Mas na minha casa fazia a tradicional ceia de Natal com a presença sempre de amigos argelinos. Comprava um Peru e passava quase uma semana temperando a ave que ficava muito gostosa e era apreciada por todos. Tinha discos com canções natalinas e bebíamos muito vinho.  Foram 10 anos de ano novo e geralmente tinha até queijo do reino que minha mãe enviava pelo correio.
Paris
Com saudade do Ano Novo ocidental fui passar um ano novo em PARIS. A população parisiense enche as ruas apesar do frio e todo mundo que passa diz alegremente Bon Anne. A queima de fogos a meia noite foi muito maior que a girândola de Limoeiro.
Hoje passo o ano novo em Recife , a meia noite assisto a queima de fogos em Boa Viagem e geralmente filhos e netos ficam conosco.

Natal e ANO NOVO são festividades muito familiares.

Bons anos a todos .

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