No Brasil, o arroz vermelho foi introduzido pelos portugueses logo no início da colonização, mas na segunda metade do século 18, seu plantio foi proibido pela Coroa Portuguesa, que introduziu o arroz branco no seu lugar.

Os americanos que tentam evitar os medicamentos redutores de colesterol estão gastando milhões de dólares por ano no arroz vermelho fermentado chinês, um suplemento que, segundo se descobriu, reduz o LDL, ou colesterol “ruim”.

Mas a quantidade do ingrediente ativo no suplemento varia amplamente entre uma marca e outra, e possivelmente entre lotes distintos, segundo um novo estudo. E um em cada três produtos testados continha uma substância que pode ser tóxica aos rins.

Para o estudo, publicado segunda-feira (1º) no “Archives of Internal Medicine”, cientistas analisaram amostras de doze produtos do arroz vermelho fermentado. Enquanto algumas cápsulas continham apenas 0,1 mg do ingrediente ativo, conhecido como monacolina, outras chegaram a ter 11,15 mg.

Quatro amostras testadas continham citrinina, um fungo que causa falência renal em animais.

Estudos anteriores pelos mesmos autores haviam relatado que o arroz vermelho não reduz efetivamente o colesterol LDL. Agora os autores estão pedindo cautela, apontando que por serem suplementos, os produtos não são regulamentados pela FDA (agência que controla a venda de remédios e alimentos nos EUA) e não são padronizados. A FDA advertiu os consumidores a não usar os produtos de arroz vermelho fermentado que aleguem reduzir colesterol.

“Nosso entendimento sobre isso é  que o arroz vermelho fermentado, diferente de diversos produtos naturais sem comprovação, realmente funciona”, afirmou o principal autor, Ram Y. Gordon, cardiologista do Hospital Chestnut Hill, parte do sistema de saúde da Universidade da Pensilvânia. “Mas devido ao que descobrimos, há problemas inerentes em dizer que esse produto faz bem às pessoas”.

DO “THE NEW YORK TIMES”

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