A capacidade de uma mulher engravidar depois dos 35 anos pode ser influenciada por seu tipo de sangue, segundo pesquisadores da Albert College of Medicine, em Nova York, e da Universidade de Yale. A informação foi publicada no site da “BBC News”.

O estudo americano analisou 560 mulheres submetidas a tratamentos de fertilidade e descobriu que aquelas com tipo sanguíneo “O” tinham indícios químicos ligados a um baixo número de óvulos.

Não há uma explicação clara para os resultados, apresentados em uma conferência da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, em Denver.

A pesquisa focou os níveis de uma substância química chamada FSH (hormônio folículo estimulante) em mulheres que tinham idade média de 35 anos.

A mulher tem um número fixo de óvulos –sua “reserva ovariana”–, liberados gradualmente ao longo de sua vida fértil.

Altos níveis de FSH são indicadores de que essa reserva está diminuindo mais rápido –o que pode reduzir as chances de concepção quando a mulher chega aos 35.

A análise das amostras de sangue revelou que as mulheres com tipo de sangue “O” tinham maior quantidade de FSH. Já aqueles com sangue tipo “A” tinham níveis mais baixos do hormônio.

Segundo o ginecologista e obstetra Aléssio Calil Mathias, diretor da Genics Medicina Reprodutiva e Genômica e do ICS (Instituto de Ciências em Saúde), o tipo de sangue não é determinante para uma gravidez, pois, após os 35 anos, todas as mulheres passam a ter a diminuição da produção de óvulos.

“Na minha opinião, a pesquisa não tem relevância, qualquer mulher acima dessa idade deve correr para poder engravidar.”

Mathias explicou que apenas de 25% a 30% das brasileiras engravidam naturalmente antes dos 35 anos. Aos 42, a chance cai para 1%.

“Pacientes com idade mais avançada realizam um tratamento que consiste em captar maior número de folículos –onde ficam os óvulos– possível. A preocupação com o tipo de sangue é perda de tempo”, afirmou.

Folha Online

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