Secas na Europa até  2010 podem superar as que atingiram a África na década de 70

O Centro Nacional de Dados Climáticos dos Estados Unidos informa que o período janeiro-setembro de 2010 empata com o de 1998 como a sequência de primeiros nove meses mais quente já registrada.

A temperatura média para o período ficou 0,67º C acima do normal dos registros dos últimos 131 anos, disse a agência. O ano inteiro mais quente já registrado foi 2005.

Os primeiros nove meses do ano foram os mais quentes já registrados no hemisfério norte o ficaram em segundo lugar no hemisfério sul.

Em 2007, o Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC), da ONU, emitiu relatório afirmando que há 90% de certeza de que o aquecimento global é provocado por atividade humana, principalmente a queima de combustíveis fósseis.

O relatório foi criticado por conter alguns erros no volume que trata das consequências da mudança climática, mas o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, disse que a mensagem central do relatório, de que o ser humano é responsável pelas alterações no clima, não foi tocada pelos erros.

Secas até 2100

Algumas das regiões mais populosas do mundo – sul da Europa, norte da África, oeste dos EUA a boa parte da América Latina – poderão ter de enfrentar secas sem precedentes até 2100, disseram pesquisadores nesta terça-feira, 19.

Um aumento das secas é uma consequência prevista da mudança climática, mas um novo estudo do Centro de Pesquisa Atmosférica dos EUA prevê um impacto grave na década de 2030. os impactos até o fim do século podem superar todos os registros históricos.

Para quantificar a gravidade de uma seca, os cientistas usam uma medida chamada PDSI, ou Índice Palmer de Severidade de Seca. Um valor positivo é úmido, zero é nem muito úmido, nem muito seco e negativo é seco. A seca mais severa da história recente, registrada no Sahel da África ocidental nos anos 70, teve PDSI de -3 ou -4.

O novo estudo indica que algumas áreas densamente povoadas poderão atingir PDSI de -15 ou -20 ainda neste século.

O estudo se baseia em modelos de computador e nas melhores previsões disponíveis a respeito das emissões de gases causadores do efeito estufa.

Isso pode mudar, dependendo das emissões que realmente vierem a ocorrer e de ciclos climáticos naturais, como o El Niño.

Agências internacionais – AP e Reuters

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