Conferência de imprensa realizada nesta semana em auditório da COP da Biodiversidade

10ª  COP da Convenção sobre a Diversidade Biológica vai durar 12 dias.
Tratado foi aprovado na Eco-92, realizada no Rio de Janeiro.

Representantes de 193 países reúnem-se a partir desta segunda-feira (18) em Nagóia, centro do Japão, para esboçar um plano destinado a frear a erosão da diversidade biológica, ou biodiversidade, o “tecido vivo do planeta”.

Exploração exagerada dos recursos, a poluição, a modificação dos hábitats, as espécies exóticas invasoras e a mudança climática ameaçam numerosas espécies animais e vegetais

A 10ª Conferência das partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica deverá durar 12 dias, com a participação do conjunto de países que firmaram este tratado aprovado na Cúpula da Terra, a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro.

A exploração exagerada dos recursos, a poluição, a modificação dos hábitats, as espécies exóticas invasoras e a mudança climática ameaçam numerosas espécies animais e vegetais.

Uma espécie de anfíbios em três, uma de pássaro em oito, mais de um mamífero em cinco e mais de uma espécie conífera em quatro estão ameaçadas de extinção. O empobrecimento também afeta os genes e os ecossistemas, constituindo-se em ameaça real para numerosos setores, em primeiro lugar os relacionados à alimentação.

Na mesa das negociações estão três assuntos básicos: fixar novos objetivos para frear a perda de espécies antes de 2020, chegar a um acordo internacional sobre as condições de acesso das indústrias do Norte aos recursos genéticos dos países do Sul, esboçar a evolução da ajuda aos países mais pobres para proteger seus recursos naturais.

A busca de base jurídica para a partilha equitativa dos benefícios conseguidos com a exploração dos recursos genéticos – esencialmente plantas, para a utilização farmacológica e na indústria do cosmética – estará no centro dos debates.

A última sessão das negociações sobre o assunto, em Montreal, no final de setembro, finalizou com uma nota pessimista: o texto de 20 páginas que servirá de base às conversações de Nagóia está cheio de colchetes nos pontos mais sensíveis (campo de aplicação e efeito retroativo, por exemplo).

“É preciso chegar a um acordo” em Nagóia, advertiu no início de outubro ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

De forma mais ou menos explícita, vários países do Sul vincularam a negociação à criação de uma espécie de IPCC sobre biodiversidade, que permitiria, tal como ocorre na luta contra a mudança climática, dispor de um instrumento de medida confiável para guiar políticos responsáveis por decisões relativas ao setor. Batizado IPBES, esse organismo poderá ser aprovado pela assembleia geral das Nações Unidas – nas semanas posteriores a Nagóia – antes do final de sua 65ª sessão, em dezembro.

O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (conhecido por IPCC , de Intergovernmental Panel on Climate Change) foi criado em 1988. Seu objetivo é usar a literatura científica para avaliar a extensão das mudanças climáticas, e compreendê-las. Outro objetivo é avaliar o potencial da humanidade para adaptar-se às mudanças ou se contrapor a elas. Os pais do IPCC são as agências das Nações Unidas para meio ambiente (Pnuma) e para meteorologia (OMM).

France Presse

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