Proporção de jovens caiu entre 1999 e 2009, segundo o IBGE.
Queda de fecundidade e aumento da esperança de vida favorecem cenário.

A participação de idosos na população brasileira aumentou significativamente entre 1999 e 2009, movimento contrário ao que ocorreu com a população de até 19 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de idosos (pessoas com mais de 60 anos de idade) passou de 14,8 milhões, em 1999, para 21,7 milhões, em 2009. O dado, divulgado nesta sexta-feira (17), faz parte da Síntese de Indicadores Sociais 2010 e retrata a tendência de envelhecimento da população brasileira.

Entre os mais velhos, o incremento é  ainda maior. Em 1999, o Brasil registrava 6,4 milhões de pessoas com mais de 70 anos (3,9% da população total), enquanto, em 2009, a população dessa faixa etária atingiu um efetivo de 9,7 milhões de idosos, correspondendo a 5,1% dos brasileiros. Esse número é maior se consideradas também as pessoas de 60 anos ou mais, que eram mais de 21,7 milhões em 2009, o equivalente a mais de 11% da população.

A queda na proporção de jovens também contribui para o envelhecimento da população brasileira. Enquanto, em 1999, a proporção de pessoas com até 19 anos na população total era de 40,1%, em 2009 esta participação diminuiu para 32,8%.

Segundo o IBGE, a redução da população de crianças e jovens e o consequente aumento da população adulta e idosa estão associados à queda continuada dos níveis de fecundidade e ao aumento da esperança de vida.

Vale ressaltar, no entanto, que, embora a população brasileira esteja envelhecendo, com redução, em termos relativos, dos segmentos etários mais jovens, o Brasil ainda deve ser considerado um país essencialmente jovem. Em 2009, o país tinha um total de quase 80 milhões de crianças, adolescentes e jovens até 24 anos (cerca de 42% do total da população).

Fecundidade
Em 2009, a taxa de fecundidade feminina – número total de filhos que uma mulher teria ao final de seu período fértil – foi de 1,94. Embora este número seja superior ao de 2008 (1,89), a observação da série histórica confirma a tendência declinante, segundo o IBGE. Em 1980, a taxa de fecundidade da mulher brasileira girava em torno de 4 filhos por mulher.

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Os níveis mais baixos da taxa de fecundidade se encontram nos estados da Região Sudeste, sobretudo no Rio de Janeiro e Minas Gerais, com 1,63 e 1,67 filho por mulher, respectivamente. Com relação a cor ou raça, segundo o IBGE, a taxa de fecundidade das mulheres brancas (1,63 filhos) era menor do que a das pretas ou pardas (2,20).

De acordo com o instituto, a escolaridade é determinante para a fecundidade feminina. Entre as mulheres menos instruídas da Região Norte, a taxa de fecundidade era de 3,61, em 2009 – 2,01 filhos a mais do que entre as mulheres que têm mais escolaridade no Sudeste (1,60).

Em todo o Brasil, as mulheres com até  sete anos de estudo chegam a ter, em média, 3,19 filhos, quase o dobro do que as mulheres que têm oito anos ou mais de estudo (1,68).

A idade média com que as mulheres têm filhos também se diferenciava pela instrução. Entre aquelas com menos de sete anos de estudo, a média era de 25,2 anos. Entre as que tinham oito anos ou mais de escolaridade, a idade média era 27,8.

Esperança de vida ao nascer
A esperança média de vida ao nascer no Brasil era, em 2009, de 73,1 anos de idade. A vida média ao nascer, de 1999 para 2009, obteve um incremento de 3,1 anos, com as mulheres em situação mais favorável que a dos homens (73,9 para 77 anos, no caso das mulheres, e 66,3 para 69,4 anos, para os homens).

As maiores esperanças de vida foram observadas, em 2009, no Distrito Federal e em Santa Catarina, com 75,8 anos de idade. A menor, de acordo com o IBGE, foi registrada em Alagoas, onde a esperança de vida ao nascer era de 67,6 anos de idade.

Já entre as regiões, a maior esperança de vida ao nascer foi registrada no Sul (75,2) e a menor, no Nordeste (70,4).

Do G1, em São Paulo

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