
Zumbido por ruído pode ocorrer por lesão na cóclea (Foto: Dean Shareski / Flickr - Creative Commons)
No Brasil, ‘tinnitus’ atinge 28 milhões; casos mais graves levam a depressão.
Um dos tratamentos usa sons alternativos para desviar atenção do chiado.
Acaba com sua tranquilidade. Quando assisto a um filme na
TV, eu preciso deixar o volume bem baixinho para não aumentar
o problema”
José de Lourdes Toledo
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a percepção de um som que não está sendo gerado no ambiente afeta 278 milhões de pessoas. No Brasil, são 28 milhões que convivem com o sintoma. Porém há tratamentos que envolvem até mesmo o emprego de ruídos para “competir” com o chiado característico do zumbido.
Conhecido na comunidade científica internacional como tinnitus, o sintoma no ouvido nem sempre tem origem em ruídos estridentes. Segundo o médico e professor Ricardo Bento, chefe do departamento de otorrinolaringologia da USP, muitas doenças podem causar zumbido e várias causas podem se manifestar em um único indivíduo.
Quando causado por barulho excessivo, o zumbido ocorre em função de uma lesão nas células da cóclea, decorrente de uma pressão forte no tímpano. Sendo um sintoma que varia de intensidade entre os pacientes, o zumbido pode ser permanente ou temporário.
“Tanto é possível que o trauma desapareça depois de alguns dias após a exposição ao ruído, como o paciente pode ter uma lesão crônica que vai durar o resto de sua vida”, explica o professor.
Abelha violenta
Dono de uma empresa de revenda de material elétrico, José de Lourdes Toledo, de 70 anos, convive há 16 meses com zumbido. Nos últimos três, o chiado – “parecido com uma abelha violenta” – cresceu e nem mesmo a consulta a médicos especializados serviu para identificar a causa do problema.
“Sempre usei protetor de ouvido no meu trabalho, uso também ao entrar em lugares muito barulhentos”, afirma o comerciante. “Acaba com sua tranquilidade. Quando assisto a um filme na TV, eu preciso deixar o volume bem baixinho para não aumentar o problema.”
Toledo afirma que a presença do chiado atrapalha, especialmente em situações de silêncio. “Durante a noite, eu acordo e perco o sono, incomoda tremendamente”, diz o morador da cidade de Limeira (SP).
Terapia de habituação
Uma possível solução para o caso de José pode estar na terapia acústica, técnica que consiste no emprego de ruídos alternativos, para estimular o paciente a ignorar o zumbido ou, pelo menos, tomar conhecimento que outros sons estão presentes no ambiente.
O método conhecido como Terapia de Habituação do ouvido (TRT, na sigla em inglês) foi desenvolvido pelo neurocientista polonês Pawel Jastreboff e consiste no uso de sons alternativos para competir com o zumbido. O paciente passa a não focar a atenção no tinnitus, passando a relatar que o chiado “diminui ou desapareceu”.
Produtos com emprego de tecnologia de terapia acústica já estão disponíveis no mercado em aparelhos auditivos voltados, inicialmente, para pacientes com perda de audição.
Segundo Sandra Braga, mestre em fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e porta-voz da Audibel, pessoas com problemas no ouvido geralmente não desejam notar que estão usando um produto para corrigir o sintoma.
“Muitas vezes o gerador de som em aparelhos auditivos não precisa nem ser ligado, em casos de pacientes com zumbido e perda auditiva”, afirma a fonoaudióloga. “O nível de incômodo da pessoa é equivalente à atenção que ela dá ao zumbido.”
Desinformação
Há quem evite se informar ou mesmo tratar o problema. “É preciso cuidado, zumbido extremo leva o paciente à depressão, atrapalha a rotina profissional e pessoal e há casos até de suicídio”, afirma Ricardo Bento. “O importante ao paciente é saber que sempre há algo a ser feito.”
O médico também destaca a diferença entre o sintoma e a perda auditiva. “Uma pequena parcela das pessoas que vivem com zumbido escutam dentro dos padrões de normalidade” explica Ricardo. “O zumbido nunca é causa da perda de audição, pode ser apenas uma consequência, uma tentativa do ouvido de compensar um problema.”
É preciso cuidado, zumbido extremo leva o paciente à depressão, atrapalha a rotina profissional e pessoal e há
casos até de suicídio”
Ricardo Bento, chefe do departamento
de otorrinolaringologia da USP
Outra dúvida recorrente é quanto à hereditariedade do sintoma, quando intenso. “Mais de 95% dos casos de perda de audição está associada a problemas do próprio ouvido do paciente”, diz o presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).
Cuidados
Usar protetor auditivo individual, diminuir o tempo de exposição a ruído intenso ou mesmo se afastar completamente de barulho são algumas das táticas mais recomendadas para tratar o zumbido.
Alterações emocionais como estresse e o abuso no consumo de café, cigarro e álcool também afetam o aparelho auditivo. “Algumas dessas substâncias causam vasoconstrição nas artérias que irrigam o ouvido”, explica Ricardo Bento.
No caso de situações de zumbido extremo, exames metabólicos e de imagens são necessários para esclarecer o procecimento a ser adotado no tratamento do paciente, afirma o especialista.
Do G1, em São Paulo












Olá, uma grande oportunidade para os profissinais aprenderem mais sobre o Zumbido, em Março a 10ª Edição do ITS. http://www.youtube.com/watch?v=c9a7sjEltlk
Hi teacher .. Brincadeirinha, brincadeirinha. Dr. Mauricio, eu tenho zumbido desde 1990. Era somente do lado esquerdo. Hoje escuto um pouco do lado direito. A principio começei com consultas no Delboni e Auriemo. Depois percebi que os particulares tinham menos recurso que os publicos. Ou estavam na epoca menos informados sobre o assunto. Eu desconfio que o meu zumbido foi causado por excesso de trabalho e ao mesmo tempo, horas e horas dedicadas ao estudo na epoca do vestibular. Na epoca eu tinha a intenção de entrar na USP. Lia diversos livros anualmente. Trabalhava também em uma empresa. E ainda arrumava tempo para estudar um pouco Violão Classico. Aquela coisa de rapaz pobre querer vencer. Entrei na Universidade, mas tive que parar depois devido o problema…As vezes leio varios relatos de pessoas perturbadas, tristes, deprimidas e algumas até falam em suicídio. Eu creio que quando não há solução a melhor alternativa é esquecer. Procurar um meio de esquece-lo. O zumbido que escuto, se eu fosse prestar atenção constantemente, iria ficar louco. Hoje eu até brinco. “Voceis medicos não podem encontrar uma solução para o meu zumbido”. “O meu eu adoro”. “Como é gostoso”. “Eu não sei mais conviver sem ele”. “Se eu ficar sem ele eu vou me suicídar”. “Vou ficar triste”. “Não divido o meu com ninguem”. Se o senhor quiser vai ter que comprar um aparelhinho destes que produz o som identico ao zumbido que escuto, esta bem? , vai ter que pagar caro. É isso. Sabe o que faz esquecer também? ouvir musica, ler um livro, ir na missa,ou em qualquer igreja, etc.. Procurar esquece-lo. Com o tempo acostuma. Eu costumo brincar comigo mesmo e digo: “O pior é se voce fosse surdo rapaz”. “Ainda bem que voce escuta”. Dr. Mauricio, sei que é serio e é muito irritante o barulho. Mas posso dizer para o senhor que sou um pessoa muito feliz, independente do barulho. Em primeiro lugar pricisamos ter Deus. O resto é besteira.
Doutor,
Eu tenho zumbido ja faz uns cinco anos e venho tentando buscar ajuda especializada…mas é muito dificil encontrar alguem que seja especializado nessa area…no desespero eu encontrei este site com um software que promete melhorar o zumbido.
http://biosom.com.br
O que o doutor acha?
va em frente e informe-se abraços maurilio