Editoria de Arte/Folhapress

Uma técnica cirúrgica inédita no mundo, desenvolvida na Beneficência Portuguesa, permite fazer uma correção anatômica de uma má formação no coração em que as principais artérias se encontram invertidas. O procedimento preserva as válvulas desses vasos, o que pode evitar novas cirurgias.

O problema, chamado de transposição de grandes artérias, é uma das principais causas de cianose ao nascer (coloração azulada da pele) e pode levar à morte.

Como a posição dos vasos está  invertida, a aorta, que deveria levar o sangue oxigenado para o corpo, recebe o sangue pobre em oxigênio. A artéria pulmonar, por sua vez, conduz o líquido oxigenado de volta aos pulmões.

Na técnica clássica, o fluxo é  corrigido colocando um tubo com uma válvula entre o ventrículo direito e as artérias pulmonares. Por ser artificial, esse tubo sofre calcificação com o tempo. À medida que a criança cresce, há uma desproporção que exige novas cirurgias.

Na nova técnica, os médicos apenas invertem os vasos, preservando as válvulas de cada um deles, sem a necessidade de usar próteses.

Até agora, duas crianças passaram pela cirurgia. “É preciso acompanhar mais pacientes por um período de tempo para verificar se as válvulas acompanharão o crescimento”, diz o cirurgião Gláucio Furlanetto.

Folha Online

Related Posts with Thumbnails