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Duas organizações das Nações Unidas ligadas à agricultura apostam no potencial do cultivo do pinhão-manso para produzir biocombustível e beneficiar os agricultores pobres. Em um relatório publicado nesta quinta-feira (22/07), a Organização da ONU para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida) analisam a utilidade da Jatropha curcas (nome científico do pinhão-manso), à qual definem como um ‘cultivo promissor’.

Para estas organizações, o vegetal cresce ‘razoavelmente bem em zonas áridas e em solos degradados de utilidade marginal para a agricultura’ e ‘pode ser transformado em um biodiesel menos contaminante do que o de origem fóssil, a fim de oferecer às famílias rurais pobres um combustível para produzir luz e cozinhar’.

Há uma ressalva, no entanto. A maior parte do pinhão-manso cultivado na América hoje é tóxica, um risco à saúde humana, e impede o uso das sementes como alimento ao gado. Daí a necessidade de apoiar a pesquisa para obter variedades melhores e não tóxicas.

Em 2008, foram semeados 900 mil hectares de pinhão-manso no mundo todo, dos quais 760 mil na Ásia, 120 mil na África e 20 mil na América Latina. Estima-se que, para 2015, haverá  cultivos da planta da ordem de 12,8 milhões de hectares, segundo a ONU.

O maior país produtor da Ásia será  Indonésia; na África, os principais produtores serão Gana e Madagascar, e Brasil será o líder na América Latina.

Agência EFE | Foto: Ernesto de Souza

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