
Funcionário em fábrica de implantes de silicone de última geração, em Vigário Geral, no Rio Foto: Pedro Carrilho/Folhapress
Quem coloca uma prótese de seios hoje tem muito mais chances de conseguir um resultado natural do que há dez ou mesmo cinco anos.
Isso porque os silicones modernos levam em consideração também medidas do corpo da paciente, como largura do tórax e dos ombros, distância entre os seios e espessura do tecido mamário.
“Antes, os critérios de escolha eram apenas o volume em mililitros e o formato da prótese”, afirma o cirurgião plástico Felipe Lehmann Coutinho, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Quando se aumentava o tamanho da prótese, aumentava-se também a base, a largura e a altura, o que, em muitos casos, ficava fora de proporção em relação ao corpo da mulher, diz o médico.
ANATÔMICAS
Atualmente, as novas próteses anatômicas permitem 192 combinações diferentes.
“Elas começaram a ser usadas há cerca de cinco anos, na reconstrução de mamas que haviam sido totalmente retiradas. Nesses casos, era importante que o formato fosse o mais natural possível”, explica Coutinho.”
A empresa Silimed, instalada no Rio, fabrica uma linha anatômica que tem também bases retas e cantos vivos. “Isso evita que se formem degraus na área de transição, onde acaba a prótese”, diz Margaret Figueiredo, diretora da empresa. “É uma ideia boa, que pode fazer diferença principalmente para pacientes muito magras e que têm pouco seio”, diz Coutinho.
“O importante é que a indústria está tentando individualizar ao máximo as próteses, para conseguir melhores resultados”, completa.
Os modelos podem ser feitos em silicone texturizado ou com revestimento de poliuretano, material que tem os menores índices de contratura capsular.
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