
Autoridades federais de saúde dos Estados Unidos declararam nesta sexta-feira que dois estudos recentes da droga Avastin, do laboratório Roche, não conseguiram demonstrar o mesmo nível de benefício para pacientes com câncer de mama avançado, constatado em uma pesquisa anterior.
Os estudos não confirmaram a sobrevida livre de progressão (tempo em que os pacientes vivem sem que a doença piore), constatada em um estudo anterior, segundo o FDA (órgão que fiscaliza alimentos e medicamentos nos EUA similar à Anvisa).
O FDA aprovou o Avastin, da Roche, em 2008, com base em fase inicial de testes que mostraram que a droga encolheu tumores causados pelo câncer de mama.
A aprovação foi polêmica porque as drogas para pacientes com câncer que nunca foram tratados antes devem mostrar evidências de que prolongam vidas.
O órgão concedeu a aprovação acelerada de drogas sob a condição de que estudos posteriores mostrariam benefício de sobrevivência.
Porém, em documentos de informação on-line, revisores do FDA informaram que os estudos falharam em mostrar que o Avastin tem efeito significativo em prolongar a vida, comparado à quimioterapia.
Além disso, o FDA disse que os dados mais recentes não confirmam os resultados de retração de tumor observados em estudos anteriores.
Na terça-feira (20), o órgão vai pedir um painel de peritos externos para revisar as evidências sobre o Avastin.
O FDA tem a opção de remover a aprovação da droga para o câncer de mama.
O Avastin também foi aprovado para tratar câncer no cólon, pulmão, rim e cérebro. A droga da Roche foi a mais vendida para o tratamento de câncer no ano passado, com vendas globais de US$ $ 5,9 bilhões.
DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS











