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Soropositivos trabalham normalmente e apenas 10% não contam a parceiro.
Dois terços dos atendidos com HIV fazem sexo com não portadores.

Estudo divulgado nesta quinta-feira (29) pela Casa da Aids, órgão ligado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, mostra que 60% dos pacientes com HIV ou Aids mantêm relações afetivas estáveis, independente da orientação sexual.

Dois terços dos portadores do vírus mantém relações sexuais com pessoas não infectadas e 10% dos atendidos pelo órgão não informam ao parceiro sobre a soropositividade.

“Ainda há uma pequena parcela de pessoas com dificuldade para contar”, Eliana Gutierrez, diretora da Casa da Aids.

A média das pessoas atendidas pela instituição é de 44 anos, sendo a maior parte dos pacientes composta por homens portadores do HIV há mais de 10 anos. Segundo Eliana, o desenvolvimento de antirretrovirais tornou a Aids em uma doença crônica.

Os dados divulgados pelo órgão ligado à Secretaria Estadual da Saúde paulista mostram que apenas 16% dos soropositivos são desempregados.

A Casa da Aids avalia que o emprego de remédios permite uma situação muito melhor para soropositivos na comparação com 20 anos atrás. O uso dos medicamentos é aprovado por 94% dos atendidos pela Casa da Aids.

Do G1, em São Paulo

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