Calcule todas as despesas fixas, como água, luz, telefone e plano de saúde, antes de fazer a peração. O empréstimo deve ser usado como um último recurso, apenas para casos de doença ou para quitar outras dívidas.
A aposentada Georgina de Jesus queria se livrar de dívidas antigas e fez um empréstimo consignado para ser pago em 12 parcelas de R$ 61 A aposentadoria que ela recebe é de apenas um salário mínimo, R$ 510. O que sobrou não dá mais para cobrir as despesas da casa, e, agora, Georgina tem de comprar fiado.
“No fim, termino ficando sem nada”, diz a aposentada.
A situação dela é a mesma de muitos dos mais de 800 mil aposentados que fizeram empréstimo consignado no país só no mêas de maio.
Como evitar, então, que uma solução se transforme num grande problema que reduza ainda mais o poder de compra? Os especialistas alertam: o empréstimo consignado precisa ser muito bem planejado, o que, neste caso, significa lápis e papel na não.
Calcule todas as despesas fixas, como água, luz, telefone e plano de saúde, antes de fazer o empréstimo.
É importante saber se o valor da prestação vai caber no seu orçamento sem comprometer o pagamento de outros gastos. “O aposentado pode estar comprometendo às vezes mais de 100% da renda dele e vai ter que deixar de pagar alguma das coisas que ele tinha antes”, diz o economista Osmar Sepúlveda.
A aposentada Tereza Monteiro tem dois empréstimos consignados, que somam R$ 300, descontados todo mês da aposentadoria, que é de R$ 1.020. O restante ainda é suficiente para pagar as despesas. “Esse dinheiro que eu tenho dá para pagar meu orçamento e, graças a Deus, viver tranquila”, diz.
O planejamento é essencial, mas a Associação dos Aposentados da Previdência também recomenda cautela. O empréstimo deve ser usado como um último recurso, apenas para casos de doença ou para quitar outras dívidas. “Não deve nem pensar em contrair um débito para comprar, muitas vezes, coisas supérfluas”, afirma Gilson Oliveira, presidente da Associação.
G1 – Jornal Hoje












