Foto: Diagnostics for All
Exame foi pensado especialmente para ajudar pacientes de tuberculose e portadores do vírus HIV, cujos tratamentos são geralmente tão agressivos que danificam o fígado.
por Redação Galileu
Aparentemente, os exames médicos com papel estão em alta. Depois de um teste de tipo sanguíneo de farmácia, agora foi criado um que diagnostica a saúde do fígado. Desenvolvido pela Diagnostics for All (Diagnósticos para todos), uma organização não-governamental de Massachusetts, Estados Unidos, o teste é do tamanho de um selo postal e custa centavos de dólar.
Ele foi pensado especialmente para ajudar pacientes de tuberculose e portadores do vírus HIV, cujos tratamentos são geralmente tão agressivos que danificam o fígado. Aqueles que sofrem desses males nos países desenvolvidos são monitorados uma vez por mês, para ter certeza de que o prejuízo no órgão não atingiu estados crônicos. Nos países em desenvolvimento a história é completamente outra. “As pessoas não são testadas porque os testes atuais são caros , difíceis de obter ou tem resultados que demoram muito para sair”, explicou Nira Pollock, uma especialista em doenças infecciosas da Escola de Medicina de Harvard, à Technology Review. Segundo ela, muitos pacientes de HIV e tuberculose, nesses países, acabam morrendo por causa dos danos que os medicamentos provocam no fígado.
O novo teste funcionará da seguinte maneira: o paciente faz um furo no dedo e pinga uma gota de sangue no exame; as diferentes lâminas de papel dentro do exame vão filtrar o plasma do sangue; reagentes sensíveis a moléculas que o fígado libera quando está danificado irão interagir com a amostra; essa reação química produzirá cores que indicarão o quão lesado está o fígado. Os médicos, então, podem fotografar a amostra e enviá-la para análises mais aprofundadas em laboratórios especializados.
Neste momento, a Diagnostics for All e o Beth Israel Medical Center trabalham juntos para calibrar e validar o exame, que eles pretendem popularizar no terceiro mundo e, depois, ampliar para novos diagnósticos baratos em papel. Só resta saber uma coisa: será que funciona para bêbado também?
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