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Com o mundo ainda fortemente dependente de combustíveis fósseis para abastecer suas necessidades energéticas, uma área de pesquisa que tem recebido bastante atenção é a de técnicas de sequestro de carbono.

Já existem métodos para capturar carbono e enterrá-lo sob a terra. Mas um dos grandes desafios é garantir que esse CO2 não escape para a atmosfera.

Uma maneira de fazer isso é bombear o gás para dentro de uma camada de rocha permeável localizada sob uma camada de rocha impermeável. Outra técnica é bombear CO2 para dentro de rochas contendo água salobra, criando um reservatório subterrâneo de água carbonada. O gás carbônico capturado também pode reagir com minerais nas rochas, criando carbonatos, que seguram o CO2 em estado sólido.

Agora Andrew Mitchell, da Universidade de Aberystwyth, no Reino Unido, e colegas na Universidade Estadual de Montana, em Bozeman, nos EUA, desenvolveram um método que pode tornar o armazenamento de gás carbônico mais seguro.

A equipe criou uma câmara de teste desenhada para simular as condições de alta pressão existentes em um reservatório salino subterrâneo na bacia do rio Powder, no Estado de Wyoming, identificado como um potencial local para armazenamento de CO2.

Em seguida, a equipe colocou a bactéria Bacillus subtilis na câmara salina, adicionou uma grande quantidade de gás carbônico e ureia para que as bactérias se alimentassem. Eles notaram que as bactérias formaram um biofilme sobre a superfície da câmara que funcionava como um isolante.

Além disso, a medida que as bactérias devoravam ureia, elas aumentavam o pH da água salobra, facilitando a reação do CO2 com o cálcio das rochas, formando carbonato de cálcio sólido nas paredes do reservatório.

A combinação de biofilme e depósito mineral reduziu a permeabilidade da rocha em 95%. E a mudança de pH também aumentou a capacidade de absorção de CO2, aumentando em 30% a capacidade que o reservatório pode armazenar.

Se a ureia for obtida de estações de tratamento de água de esgoto, a redução de gás carbônico poderia ser ainda maior. Água de esgoto é essencialmente carbono, então seria uma maneira de eliminar parte desse carbono.

Os experimentos, no entanto, foram realizados em pequena escala e precisam ser testados em ambientes muito maiores antes de seu uso comercial.

O estudo foi publicado na revista especializada “Environmental Science and Technology”.

DA NEW SCIENTIST

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