Pintor faz sombra sobre tela na qual pinta a Igreja do Salvador do Sangue Derramado, na região central de São Petersburgo;

Pintor faz sombra sobre tela na qual pinta a Igreja do Salvador do Sangue Derramado, em São Petersburgo - Alexandre Demianchuk/Reuters

São Petersburgo, na Rússia, já recebe mais turistas estrangeiros do que Veneza, na Itália. Segundo a OMT (Organização Mundial de Turismo), a cidade acolheu no ano passado mais de 3 milhões de visitantes.

Com isso, ela ocupa agora a 12ª posição entre as cidades europeias mais visitadas, se aproximando, em números absolutos, de destinos de peso, como Viena, Praga e Amsterdã.

Fundada em 1703 por Pedro, o Grande, São Petersburgo se firma como um dos destinos mais procurados por casais. Afinal, passear pela cidade não se restringe a visitas a museus, como o fantástico Hermitage. O passeio inclui percorrer todos aqueles canais, num clima que, certamente, convidará ao romantismo.

Visto russo

Boa notícia para quem estiver programando uma viagem à Rússia agora que se aproximam a semana de Dia dos Namorados e as férias de meio do ano: segundo a Embaixada da Federação da Rússia no Brasil e o Itamaraty, a partir do dia 7 de junho a necessidade de visto vai cair para viagens de curta duração. Ou seja, da parte burocrática, quem ficar viajando até 90 dias e não for trabalhar nem estudar só precisa estar com o passaporte em dia.

A mudança no sistema de visto, que visa aumentar o fluxo de turistas entre os dois países, é também uma boa economia para o viajante. Hoje, as taxas cobradas para a emissão do documento no Consulado-Geral da Federação da Rússia, em São Paulo, variam de US$ 65 (para sair em até dez dias úteis) a até US$ 185 (para ser agilizado e providenciado na hora).

O cancelamento da necessidade de visto entre as duas nações segue exemplos de países como Argentina, Venezuela, Cuba, Peru e Equador, que já têm acordos semelhantes com a capital russa, Moscou.

Especializada

Para uma viagem tranquila, há quem procure agências especializadas no destino Rússia. Em São Paulo, há a Tchayka (www.tchayka.com.br).

O local oferece também cursos daquele idioma. Fazer algumas aulas antes de embarcar é, aliás, uma boa dica para quem quiser aproveitar melhor a viagem. Não que você vá começar a falar russo de um dia para o outro, mas aprender o alfabeto cirílico ajudará na hora de se localizar pelas estações de metrô, e de encontrar ruas, lojas e restaurantes.

Saber básico do idioma transforma a viagem

Decorar meia dúzia de frases essenciais em russo fará o turista curtir muito mais o passeio. Ainda assim, o ideal seria o viajante embarcar sabendo o alfabeto cirílico, para entender a pronúncia do russo –o que se consegue com duas a três aulas de iniciação na língua.

Parte dos guias e mapas traz nomes ocidentalizados a partir da pronúncia, confundindo a vida do viajante.

“Muitos associam o russo a uma língua de pronúncia consonantal, mas ela é muito vocálica (como o português)”, explica o professor e tradutor de russo Lucas Simone. Por isso, saber ler o alfabeto cirílico já é um salto e tanto. “Os russos são arredios no contato inicial com quem não fala a língua”, diz. Se aproximar dizendo em russo que não sabe falar a língua é útil. “Funciona, literalmente, para quebrar o gelo.”

Folha Online

Related Posts with Thumbnails