Três gerações de vítimas da enxaqueca, na mesma família: Maria do Céu, Marília e Patrícia, de 11 anos.
Só no Brasil, mais de 30 milhões de pessoas sofrem com a enxaqueca, uma doença que não tem cura e que afeta
“Eu comecei a perceber quando ela era bebê que ela tinha fotofobia. Ela chorava, fazia cara de dor. Como eu também tenho dor de cabeça, sempre tive, consegui identificar nela”, conta a advogada Marília Brito.
“Na sala de aula vou para enfermaria tomar remédio e ir para casa descansar”, diz a estudante Patricia Brito.
A enxaqueca é uma doença de causa genética, sem cura, que atinge mais as mulheres. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaléia, 34 milhões de brasileiros têm de duas a cinco crises da doença por mês. Entre 5% e 10% dos homens sofrem com este problema. Já na população feminina, a incidência é de 20%.
“Não enxergava direito. Tinha que ficar no quarto escuro, fechadinha, quieta, tomando remédios por minha conta”, lembra a aposentada Berenice Torres.
A automedicação, tão comum nos casos de dor de cabeça, segundo os médicos, confunde o cérebro, porque quando ele recebe analgésicos, deixa de produzir substâncias, como a endorfina, que ajudam a controlar a dor. Quem tenta acabar com a enxaqueca sem acompanhamento médico corre o risco de agravar a doença.
O tratamento para as mulheres varia de acordo com as características de cada paciente. Depende de vários fatores, como, por exemplo, o uso de anticoncepcionais, ou da reposição hormonal durante a menopausa.
Isto ocorre porque quando cai a quantidade do hormônio estrogênio circulando no sangue, como acontece antes da menstruação, alterações químicas dilatam e inflamam os vasos sanguíneos. Provocam aquela dor latejante. A doença se manifesta de formas diferentes em cada fase da vida.
“O pico de incidência das crises de dor de cabeça da enxaqueca é na fase adulta fértil, entre 20, 40 anos de idade mais ou menos. Após essa fase, com a aproximação da menopausa, quando o estrogênio deixa de ser produzido, a mulher passa a ter crises menos intensas e menos frequentes, não raro deixando de ter a dor de cabeça”, destaca o neurologista Abouch Krymchantowski.
A aposentada Léa Navarro Cherém tomou analgésicos por conta própria durante quase 60 anos. Agora, o tratamento correto dá bons resultados na luta contra a enxaqueca: “Conseguindo vencer, passo quatro, cinco meses sem ter dor de cabeça e me sinto graças a Deus ótima”.
Alguns especialistas dizem que exercícios físicos e alimentação saudável podem ajudar a diminuir a dor da enxaqueca. Mas o mais importante é procurar logo orientação médica – nunca, a automedicação.
Do Bom Dia Brasil – G1











