http://www.ptb.org.br/_tinyimg/lan_house.jpg

Sem fiscalização, esses espaços acabam sendo mal utilizados. A Câmara dos Deputados estuda uma série de regras para as lan houses.

Brasil afora, essas lojas servem como uma ferramenta importante da tão falada inclusão digital. O problema é que boa parte das lan houses funciona irregularmente. Sem fiscalização, esses espaços acabam sendo mal utilizados. A Câmara dos Deputados estuda uma série de regras.

O operador de telemarketing Samuel Martins navega atrás de emprego. Faz isso em uma pequena lan house da periferia de São Paulo: “Eu não tenho computador na minha casa. Se eu coloco o meu currículo na internet, pode me ajudar bastante”.

Mas quem vem aqui também tem outros interesses. “Eu venho quase todo domingo para jogar”, fiz um menino.

A venda de um jogo chegou a ser proibida no Brasil. “Nunca aconteceu de um pai falar que não que o filho jogando jogos violentos. Os pais liberam mesmo o acesso”, aponta o dono de lan house Cléber Teles Camargo.

No Brasil, segundo o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação, 45% dos internautas dependem de lan houses para ter acesso à rede. É muita gente.

Por isso, uma comissão de deputados federais pretende estimular o uso desses estabelecimentos como centros de inclusão digital, com conteúdos sérios e educativos. Para o presidente da comissão, o deputado Paulo Teixeira, o primeiro passo seria acertar a situação da grande quantidade de lan houses que, hoje, não têm autorização para funcionar.

“Pretendemos levar para a legalidade. Apenas 5% são legais”, comenta o deputado federal Paulo Teixeira.

A comissão também pretende estudar como resolver outro problema desses estabelecimentos. Uma pessoa que queira usar a internet para cometer algum tipo de crime encontra nas lan houses o ambiente ideal – porque, nelas, o criminoso consegue o anonimato.

Entre o internauta e a internet, existe o provedor – empresa que vende a conexão. Toda vez que alguém acessa a rede mundial de computadores, o provedor registra essa operação com um número – é o IP, ou protocolo de internet. Os sites em que a pessoa entra e os e-mails que ela manda armazenam esse número. É uma espécie de rastro do que o internauta faz. Se ele envia uma mensagem ameaçando alguém, ou com um programa espião para descobrir a senha do banco, uma investigação pode localizar o IP.

E se o computador for de uma lan house, por onde passam centenas de pessoas por dia? Como saber quem usou?

Para o perito em crimes digitais, Wanderson Castilho, seria preciso registrar o nome e o horário em que os clientes usam cada computador.

“Uma investigação bem feita consegue chegar à origem de onde foi cometido aquele crime. Ou seja, ao computador usado. Mas, se não tiver uma forma de identificar quem usou aquele computador, só vai chegar ao computador”, atesta o perito em crimes digitais Wanderson Castilho.

“Temos que trabalhar que o dono do negócio cuide da segurança do negócio”, aponta o deputado federal Paulo Teixeira.

Alguns estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, já  têm leis que obrigam as lan houses a cadastrar todos os clientes. Mas, segundo o perito que nós ouvimos na reportagem, falta fiscalização para que essas leis sejam cumpridas.

Bom Dia Brasil

Related Posts with Thumbnails