Arquivo/AE

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Ambientalistas afirmam que comercialização do produto fere a lei; governo questiona relatório

A organização ambientalista Greenpeace afirma que China já vende arroz transgênico em supermercados, segundo estudo realizado na província de Hunan (centro do país), enquanto o Ministério da Agricultura chinês nega, segundo o jornal oficial “China Daily”.

Arroz transgênico chinês seria resistente às pragas da bactéria Bacillus Thuringiensis

O Greenpeace assegurou que os supermercados Wal-Mart e Zhongbai em Hunan vendem arroz transgênico ou geneticamente modificado (GM) sob as marcas “Maoya” e “Xueyou”.

“A análise do arroz Maoya mostra que ele é resistente às pragas BT, bactéria Bacillus Thuringiensis”, disse a porta-voz do programa de alimentos e agricultura do Greenpeace, Wang Weikang.

Uma das características dos alimentos transgênicos é que precisam de 80% menos pesticidas, um dos poluentes mais utilizados na China.

Esta modificação genética é denunciada pelos ambientalistas, que consideram que ainda não houve investigação suficiente sobre este tipo de alimentos nem sobre suas consequências em longo prazo na saúde dos humanos.

“A venda de arroz transgênico é uma atitude contra a Lei, e poderia provocar efeitos negativos na saúde dos consumidores”, disse Weikang.

O Greenpeace apresentou seu estudo, elaborado durante novembro do ano passado em nove supermercados de oito cidades diferentes, ao Ministério da Agricultura do país. O Ministério garantiu que “a China tem um sistema e leis para supervisionar e regular os alimentos GM” e afirmou que nunca recebeu informações sobre estes casos.

“Não acho que este relatório seja de confiança, mas o Ministério está disposto a abrir uma investigação com a condição prévia de que este estudo esteja baseado em dados científicos”, assinalou um membro do Comitê de Biossegurança da pasta de agricultura, Huang Dafang.

Em dezembro, o Ministério da Agricultura da China publicou em seu site que o Comitê tinha dado o sinal verde, pela primeira vez, à produção de dois tipos de arroz e uma de milho transgênico.

A necessidade de mais alimentos, assim como o suposto impacto no meio ambiental pela redução de uso de pesticidas e o maior benefício previsto para os agricultores são algumas das vantagens da decisão.

Efe

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