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Se você é como a maioria das pessoas, provavelmente não pensa muito no hidrogel. Mesmo quando os vê –aqueles tubos de gelatina no refeitório da escola–, você nem mesmo pensa de novo neles.

Porém, alguns cientistas pensam muito nos hidrogéis, e esses materiais feitos de compostos cruzados e água se desenvolveram muito nos últimos anos. Uma meta é desenvolver géis mais fortes e com maior autorrecuperação, com aplicações potenciais em substituição de tecidos e outros campos da medicina.

Um avanço na direção desse objetivo é relatado no jornal “Nature”. Cientistas no Japão criaram um gel com essas propriedades, fundamentalmente a partir de água e argila.

Para Takuzo Aida, da Universidade de Tóquio, Justin L. Mynar, hoje na Universidade da Califórnia, e colegas, a chave foi o desenvolvimento de um aglutinante, uma comprida molécula com longos “dedos” nas pontas, que liga as partículas de argila a uma rede, mantendo a água presa.

As ligações que formam a rede são relativamente fracas, o que deixa o material com maior autorrecuperação.

O gel pode ser feito em cerca de três minutos em temperatura ambiente. Mynar disse que o material resultante era formado por aproximadamente 98% água, o que significa que os materiais bioativos enzimas, proteínas, até mesmo células poderiam ser colocados em seu interior. “Eles não sabem que estão, na verdade, cercados por uma substância sólida parecida com um gel”, disse ele.

Com muito mais trabalho de pesquisa, segundo Mynar, géis como esse poderão algum dia ser usados para substituir cartilagens do nosso corpo caso em que sua habilidade de autorrecuperação seria especialmente importante.

HENRY FOUNTAIN
do New York Times

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