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Olinda é só para os olhos, não se apalpa, é só desejo. Ninguém diz: é lá que eu moro. Diz somente: é lá que eu vejo

Desde a abertura até a quarta-feira de cinzas, o comando da folia fica a cargo dos foliões, embalados pelos blocos de diversos ritmos. No cais da rua Alfândega, às margens do rio Capibaribe, localiza-se o palco do “Festival Rec Beat”, no Pólo Mangue, que promove o encontro da músicas tradicional com tendências modernas. Outro evento bastante apreciado pelos foliões e que chama a atenção da mídia é a “Noite dos Tambores Silenciosos”, no Pólo Afro, em que é realizada uma homenagem aos escravos por meio da mistura do candomblé e dos maracatus.

O Frevo em todas as suas formas é o mais reconhecido dos ritmos do carnaval pernambucano, reunindo multidões que dançam ao som da orquestra. A palavra vem de “ferver”, que na linguagem simples do povo, era pronunciada “frever”, mas sempre significou agitação, fervura, efervescência. Seja “Frevo de Rua” (somente instrumental), “Frevo Canção” (típico frevo de rua, com andamento melódico) ou “Frevo de Bloco” (com orquestra de pau e cordas), a agitação toma conta de Recife e Olinda, atraindo foliões de todas as partes do Brasil e do mundo, sem deixar de ter espaço para os habitantes de Pernambuco, com presença de artistas locais, nacionais e internacionais e grandes orquestras.

Na cidade de Olinda, o carnaval atinge um caráter ainda mais popular do que em Recife, preservando as mais puras tradições da folia pernambucana e nordestina. Desde 1977, a comissão julgadora, a passarela e o palanque das autoridades foram abolidos do carnaval da cidade, o que permitiu à festa assumir o perfil eminentemente popular que a caracteriza hoje. Todos os anos, centenas de agremiações carnavalescas e foliões desfilam pelas ruas e ladeiras da cidade.

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