Conheça histórias emocionantes de jovens cheios de talento que tiveram uma chance de mudar de vida.
Na passarela, um show das mais diferentes formas geométricas. A aposta é na ousadia. As jóias são as estrelas do desfile. Foram feitas por adolescentes pobres que colocaram a energia e o talento na criação de peças que usam prata, couro, pedras coloridas e pastilhas usadas na construção civil.
“Esse projeto está provando que é um sucesso mesmo. Nós saímos daquele comodismo de Brasília Teimosa para uma vida nova na sociedade”, diz o designer de jóias Diego Alves.
Comodismo não. Talvez falta de oportunidade. E muita ginástica para sobreviver. Diego vive com a mãe, o pai e mais dez irmãos em uma casa, em Brasília Teimosa, periferia do Recife: “Estava sem rumo, sem saber o que fazer. Agora sei que vou ser joalheiro”.
Há pouco mais de um ano, começou a fazer, de graça, um curso para joalheiro. Primeiro, noções de desenho, os segredos das formas.
O designer de jóias Rafael Jameson, 19 anos, grafitava paredes, fugia da polícia. Agora, a inspiração ganhou um destino mais nobre: “Cheguei como quem não quer anda e hoje estopu fabricando minhas jóias”.
Eles aprendem a fundir a prata bruta. Em uma máquina, o metal vira chapa ou fio. Hora de dar forma às jóias. Alicate, maçarico, serra, e motor para lixar.
O projeto dos jovens joalheiros surpreende não só pelas formas e estilos diferentes que brotam na imaginação de cada aprendiz, mas principalmente por mostrar que o talento está em toda parte. Bastou uma oportunidade para lapidar o potencial que estava ali, adormecido, na comunidade esquecida.
Futuro que começou no desfile. A coleção foi batizada sugestivamente de “Construção”. Eles constroem as jóias e uma vida nova.
“Eu senti vontade de chorar mesmo quando entrei na passarela com a modelo. Inclusive ela estava desfilando com a minha peça e eu fiquei do lado dela. A emoção foi grande”, diz o designer de jóias Ewertton Silva Melo.
Bom Dia Brasi











