As pessoas não podem ficar mais de 10 anos sem fazer exames. As próteses podem romper.

A cirurgia que a professora Sandra Mara Venturelli fez para colocar silicone nos seios foi um sucesso. Mas o médico deixou claro: a prótese duraria cerca de 10 anos.

“Depois disso, eu deveria voltar ao consultório para trocar a prótese e eu não fui”, diz professora Sandra Mara Venturelli.

Após 22 anos da plástica, a prótese se rompeu e o produto se espalhou pelo corpo. Por causa das complicações, Sandra passou sete horas na mesa de cirurgia. Ela e a família ainda se recuperam do susto: “Era uma dor que não passava. Foi muito grave”.

O problema é que depois da cirurgia muitas mulheres acabam esquecendo as recomendações médicas. Segundo a secretaria da saúde do estado de São Paulo, a maioria só volta a procurar um especialista quando aparecem os sintomas de complicações.

O aumento das mamas está em primeiro lugar no ranking das cirurgias estéticas realizadas no Brasil. Representa 21% do total e passou a lipoaspiração. O número desse tipo de cirurgia começou a aumentar muito na década de 80. A maioria das próteses colocadas naquela época já deveria ter sido substituída.

“Existe o risco maior de ruptura, assim como dispersão do gel de silicone, no caso de ruptura”, alerta cirurgião plástico Marcelo Félix.

Se a bolsa com silicone se rompe, o produto que entra em contato com corpo pode provocar inflamações crônicas nos tecidos e músculos. O cirurgião plástico Marcelo Félix diz que as próteses modernas são cada vez mais seguras. Mas nenhuma pode ser deixada na mama por tempo indeterminado, sem acompanhamento médico: “É importante fazer segmento com cirurgião. O ideal é que, após 10 anos, o segmento seja anual”.

O SUS cobre o procedimento de reparação e retirada das próteses de silicone em casos de complicações médicas.

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