- O artista trocou o mar pelo cerrado quando a futura capital ainda era um cantinho de obras
- ÁREA VERDE – Parque da Cidade tem azulejos do artista em banheiros e chuveiros de 16 paradas. O paisagismo é de Burle Marx
- IGREJINHA – Pombas nas paredes externas da capela foram a primeira criação de Athos para a capital, em 1957
- MEMORIAL JK – O painel de mármore enfeita o café do museu dedicado a Juscelino Kubitschek (http://www.memorialjk.com.br/)
- CONGRESSO – Mural no hall é parte do acervo, que tem também quadros e esculturas. Agende a visita: www.camara.gov.br
- DESENHOS – Face menos famosa do legado. Há exemplares originais numerados à venda na Fundação Athos Bulcão
- ESCOLAS – Nos muros das unidades de ensino, mais exemplos, como o Jardim de Infância da Quadra 308 Sul
Azulejos e painéis criados por Athos Bulcão, o decorador da capital do País, viram roteiro turístico
BRASÍLIA – Se Lúcio Costa foi o urbanista e Oscar Niemeyer o arquiteto de Brasília, Athos Bulcão pode ser considerado o seu decorador. O artista plástico morreu em julho do ano passado, mas deixou de herança um acervo de mais de 260 obras.
As criações de Bulcão estão de tal forma integradas à paisagem de Brasília que seus famosos azulejos com formas geométricas e seus painéis de mármore agora fazem parte de um roteiro turístico temático. Batizado como Brasília em Athos, o passeio foi criado pela Tríade, empresa de educação e conservação do patrimônio, e inclui pelo menos 15 pontos fundamentais onde o visitante pode admirar as obras do artista.
Nascido a poucos passos da Baía de Guanabara, Athos Bulcão trocou a paisagem carioca pela do cerrado em 1958, quando tinha 40 anos e a capital federal era pouco mais que um canteiro de obras de grandes proporções. O motivo, dizem, teria sido a beleza do céu e do manto cintilante de estrelas.
Tudo o que surgiu de importante no Plano Piloto nos 50 anos seguintes ganhou o toque de Athos Bulcão. Do Palácio do Planalto à Catedral Metropolitana, do Teatro Nacional à Universidade de Brasília, da Torre da TV ao Parque da Cidade. Sua primeira obra, a Catedral Nossa Senhora de Fátima, conhecida como Igrejinha, é também a única figurativa – pode-se identificar pombas desenhadas nos azulejos. Todas as outras são abstratas combinações de cores e figuras geométricas
LOJA
Segundo a Fundação Athos Bulcão, que catalogou o acervo do artista pela cidade, há uma outra face de sua criação, menos conhecida do público: os desenhos e quadros.
Alguns exemplares originais com tiragem limitada estão à venda na sede da instituição (desde R$ 800). Na lojinha, incluída no tour, há também suvenires: camisetas, pratos, canecas e, é claro, azulejos (em tiragem limitadíssima).
Círculos e triângulos no Plano Piloto
Painel de cubos do Teatro Nacional está sendo restaurado, mas outras obras podem e devem ser admiradas
BRASÍLIA – Dentre todas as suas criações, Athos Bulcão tinha uma preferida na capital federal: o painel O Sol Faz a Festa, na fachada lateral do Teatro Nacional. Obra que, no momento, não está lá. Os cubos de tamanhos diversos, projetados para criar sombras de acordo com o horário e a incidência do sol, foram retirados para restauração.
Outros exemplos das formas geométricas criadas pelo artista estão por toda a cidade. Inclusive em lugares insuspeitos, como prosaicos muros de escola.
Com um carro alugado, não é nada difícil fazer a sua própria rota. Se preferir orientação especializada, o site da Associação Brasiliense de Agências de Turismo Receptivo, a Abare (http://www.abare.tur.br/), tem uma lista de agências que vendem o passeio. A seguir, um aperitivo do roteiro Brasília em Athos.
O Estado de S.Paulo


















