remedio

Muita gente escolhe medicamentos com denominações como “plus” ou “composto”. Mas cuidado, isso não significa que o produto seja mais forte ou eficiente.

A preocupação com a saúde não é à toa. Dia desses, seu Paulo levou um susto. Comprou o remédio errado. E a pressão que era pra ficar normal, subiu.

O engano teria sido provocado pelo desconhecimento de uma informação. Muitos medicamentos têm palavras que o consumidor nem sempre sabe o que significa. Como max, composto, plus…

“Não sei. Não tenho ideia. Vocês me pegaram agora…”, diz Valquíria Santana Abreu, artista plástica.

“Plus é cálcio. É mais, né”, comenta Dalberi Patrício, comerciaria.

Não é bem assim… “Normalmente, são medicamentos que possuem mais de um princípio ativo na fórmula. São associações”, comenta Débora de Abreu e Silva, farmacêutica.

Por exemplo: este remédio pra dor tem três nomes. A versão simples é feita só com uma droga: escopolamina. O modelo composto: escopolamina e dipirona. E o plus, escopolamina e paracetamol.

“Muitas vezes o usuário vai achar que por ser plus, o medicamento é mais forte, o medicamento é melhor, quando na verdade o medicamento não é só o medicamento. Ele tem adição de uma outra droga. Que quando usada inadvertidamente por uma pessoa que é leiga no assunto ou mesmo por um médico que desconheça a fórmula completa dos medicamentos pode causar transtornos sérios aos pacientes”, diz Osvaldo Levindo Coelho, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.

Qualquer medicamento pra chegar à prateleira de uma farmácia precisa ser registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. E segundo a Anvisa, os laboratórios são livres para criar os nomes dos remédios, mas são identificações que não podem confundir ou induzir o consumidor a erro.

“A Anvisa pode tomar medidas mais duras chegando até ao cancelamento do produto, em alguns casos”. Fabrício oliveira – especialista em vigilância sanitária

Dicas pra evitar transtornos: não compre remédio por conta própria e sempre peça ao médico que a receita não deixe dúvidas de interpretação.

“Primeiro que na receita a letra do médico já não ajuda. Na hora que eles chegam aqui a gente já tem que decifrar o que eles estão escrevendo. Muitas vezes a gente tem que ligar pro médico pra poder saber dele qual que é o medicamento que ele tava querendo receitar”, declara Sara Rodrigues, gerente de farmácia.

Luiz Gustavo – Belo Horizonte – Jornal Hoje

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