
Brasil investe para medir os impactos climáticos
Em agosto, o governo brasileiro aprovou uma verba de financiamento para pesquisas científicas na Antártida da ordem de US$ 7,5 milhões. Esse é o maior volume já destinado para a atividade desde que foi criado o Proantar (Programa Antártico Brasileiro), em 1982.
A região polar é, de acordo com Heitor Evangelista, físico da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) que faz pesquisas de campo no continente gelado desde 1986, “um dos maiores laboratórios globais para medir os impactos climáticos”.
O investimento acontece em meio aos debates sobre a agenda brasileira para a conferência do clima de Copenhague, em dezembro.
O dinheiro permitirá, segundo o cientista, “fortalecer as pesquisas em andamento e possibilitar avanços nas áreas de biologia, glaciologia e oceanografia”.
Para o Ministério da Ciência e Tecnologia, que liberou os recursos, o objetivo do financiamento é ampliar o conhecimento sobre os fenômenos ambientais na Antártida e suas influências globais, estimulando a cooperação científica com outros países sul-americanos que tenham programas antárticos.
“Acho excelente que a verba privilegie a cooperação sul-americana. Chile e Argentina estão há mais tempo na Antártida e têm estações mais dispersas no continente”, comemorou Evangelista. Também Uruguai, Peru, Equador e Venezuela desenvolvem pesquisas na Antártida.
O Brasil é considerado um dos maiores emissores do mundo de gases de efeito-estufa por causa das queimadas e do desmatamento, realizados principalmente devido à pecuária. Assim, o país tem um papel-chave na conferência do clima.
da France Presse, no Rio











