Valor supera em US$ 217 bilhões o orçamento global disponível.
Dublin, na Irlanda, sedia encontro internacional sobre a doença.

No dia de hoje, como em todos os dias, 33 mil pessoas vão receber o diagnóstico de que estão com câncer. Essa doença, que tem muitas formas, a partir de 2010 será a principal causa de morte no mundo, ultrapassando as doenças cardiovasculares.

O que fazer para mudar isso?

Reunidos em Dublin, na Irlanda, 500 participantes de todo o mundo, entre presidentes, ministros da saúde, líderes de ONG’s e ativistas da luta contra o câncer respondem com uma só palavra: cooperação.

O câncer vai custar ao mundo US$ 305 bilhões, em 2009. Esse número foi apresentado pela fundação Livestrong nesta segunda-feira (24) em divulgação de pesquisa inédita sobre o tema.

A pesquisa foi realizada pelo Economist Intelligence Unit e apoiada pela American Cancer Society. Comentando esses dados, Ala Alwan, diretor geral de Doenças Não-Transmissíveis e Saúde Mental da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que “se nada for feito, o impacto do câncer será cada vez mais alto”.

Um dos aspectos mais importantes do relatório está no fato de que existe uma tremenda desigualdade na distribuição do recursos e de que falta dinheiro para o tratamento.

O mundo precisa de US$ 217 bilhões a mais do que está disponível para tratar os casos de câncer em 2009. O lado cruel dessa desigualdade está no fato de que 65% desse valor é o que falta nos orçamentos dos países em desenvolvimento.

Os desenvolvidos, que representam 15% da população global, consomem 94% dos recursos gastos no tratamento do câncer.

O estudo avalia pela primeira vez o impacto global da doença que, além dos gastos com tratamento e diagnóstico, envolvem a perda de produtividade e custos não médicos para suporte dos pacientes.

Segundo Lance Armstrong, cirador da Fundação Livestrong, a solução está no comprometimento das autoridades do mundo em colocar o câncer na agenda mundial de saúde pela primeira vez.

As instituições não governamentais e agências especializadas, como a OMS, já acordaram para o problema e agora todos devem trabalhar juntos para diminuir o déficit que foi identificado pela pesquisa.

A Fundação Livestrong, foi criada pelo ciclista Lance Armstrong, sete vezes campeão da Volta da França, e ele mesmo um sobrevivente de um câncer de testículo, que demandou cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

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