A contratação de dançarinos profissionais foi a solução encontrada para muitas velhinhas que adoram dançar, mas não tinham parceiros.
Foram 80 carnavais. O seu Osvaldo Policarpo, de 80 anos, nunca foi tão disputado pelas mulheres. “Uma corre na frente da outra e diz que vai dançar comigo”, disse.
Nas noites de baile, o salão recebe 800 pés-de-valsa. As mulheres são maioria. A direção do clube ficou preocupada com a relação candidata-vaga da contradança.
“Os homens acabam escolhendo com quem querem dançar”, falou Denilson Silva, gerente do clube.
Muitas mulheres ficavam sem parceiro no clube. A falta de sorte para encontrar um parceiro estava acabando com a paciência das senhoras. Elas ameaçavam não freqüentar mais os bailes. Foi aí que veio uma ideia para dar chances a todas as mulheres na pista de dança: contratar dançarinos profissionais.
A dona Doralice Moreira, viúva de 77 anos, esperava horas por um convite. Agora, ela tem um dançarino à disposição. É o chamado personal dancer. “Eu estou muito feliz. Eu adoro dançar”, falou.
Se a parceira quer aprender novos passos, o personal dancer também ensina. Quatro dançarinos trabalham a cada noite. Cada um custa R$ 40 para o clube e tem regras a cumprir. É preciso ser discreto e só dançar; dividir a mesa não pode e nem dançar duas músicas seguidas com a mesma dama.
Adair José Landim trabalhava só como pedreiro. Ele fez um curso de dança e agora o salão garante uma segunda renda. “É muito bom fazer outras pessoas felizes. Eu creio que todos deveriam aprender a dançar, independente da idade”,disse.
Assim, o baile voltou a ser divertido para todos.











