Dados mostram que 7% dos homens que fazem a vasectomia se arrependem e querem ter filhos de novo.

Namoro, casamento, filhos? O planejamento familiar às vezes muda.

“Veio sem planejar, eu engravidei muito nova”, diz uma jovem.

Essa decisão – chega de filhos – é para valer mesmo?

“Casar, ter dois filhos e pronto. Programamos, tivemos no período programado, fechamos a fábrica”, garante uma enfermeira.

O garçom Alisson Torres, pai de dois meninos, teve tanta certeza que fez vasectomia, uma operação para se tornar estéril: “Se eu me separar, casar com outra mulher e ela quiser filhos, ela vai ter que entender a situação que eu estou agora”, afirma.

Mas muitos homens, mesmo aqueles cheios de convicção, acabam se arrependendo da cirurgia.

“Vasectomia só depois dos 40 anos. Sempre rola arrependimento”, comenta o comerciante Leonardo de Deus.

De acordo com especialistas, até dez anos depois da operação é possível voltar atrás. A partir daí, fica cada vez mais difícil uma reversão com sucesso.

Pensando naqueles que mudam de ideia, o Conselho Federal de Medicina determinou: o médico que fizer a cirurgia tem que saber também reverter a vasectomia. Um processo mais complicado – que nem sempre dá certo.

“A cirurgia de reversão é mais delicada. A pessoa tem que estar habilitada para fazer essa reversão”, explica o urologista Sérgio Levy.

A resolução do conselho reforça algumas normas. O médico só pode operar dois meses depois que o paciente tomar a decisão. O autônomo Gerson Antônio aproveitou o tempo para pensar: “Desisti na hora. Daí vem mais um menino, agora eu vou encerrar, vou fazer vasectomia”, diz.

Médicos afirmam que a resolução do Conselho Federal de Medicina vai, na prática, restringir o número de urologistas que poderão fazer a cirurgia de vasectomia.

Do G1

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