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Aparelho funciona com impulsos elétricos


Da redação

O designer Nikko van Stolk desenvolveu um aparelho celular inovador, chamado Tactile, que funciona com um sistema de textura digital. O telefone envia as informações das funções requeridas pelo usuário como pulsos (batidas) de eletricidade na ponta dos dedos do mesmo, método que foi criado para simular uma textura. O produto foi desenvolvido para permitir o acesso de cegos a uma infinidade de recursos oferecidos pelas modernas multi-touch telefones celulares, como e-mail, mensagens multimídia, discagem por voz, agenda telefônica, processadores de texto.

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750 habitantes da localidade estão aterrorizados: 'chuva'  deixou  partes de Saint-Pandelon com ar irrespirável

750 habitantes da localidade estão aterrorizados: 'chuva' deixou partes de Saint-Pandelon com ar irrespirável (Foto: reprodução Le Post)

Excrementos de animais vêm caindo constantemente sobre vilarejo desde maio; cientistas não conseguiram identificar procedência.

BBC

Uma misteriosa “chuva” de excrementos intriga os habitantes do vilarejo de Saint-Pandelon, no sudoeste da França. Desde meados de maio, eles se queixam de “gotas” marrons que caem do céu, com cheiro e textura de matéria fecal.

O prefeito do vilarejo, Jean-Pierre Boiselle, afirmou que uma “chuva de cocô” passou a cair durante o dia e também à noite no município.

Se no início a história fazia os 750 habitantes da localidade sorrirem, eles passaram a ficar aterrorizados com a chuva de excrementos, que deixou partes da cidade com ar irrespirável.

As crianças não podem mais brincar fora de casa e os moradores hesitam em comer as frutas e legumes das hortas locais. Eles também não fazem mais churrascos ao ar livre nesse período de verão na Europa.

Teorias
As “gotas” marrons, quase do tamanho de uma unha do dedo mínimo, sujam os carros, móveis de jardim e as roupas secando nos varais.

A primeira hipótese levantada pelos moradores para explicar o fenômeno foi a de que aviões estariam despejando o conteúdo de seus banheiros sobre a região.

Mas isso seria impossível, afirmou a Direção Geral da Aviação Civil da França, acrescentando que “os aviões de linha são pressurizados e não é possível despejar o conteúdo de banheiros ou de nenhuma outra coisa”.

Após investigações, a polícia militar francesa declarou que a “chuva” de fezes poderia ser causada por aves migratórias, da espécie conhecida como andorinhões, que se instalaram na região nesta estação.

“Esse pássaro tem a particularidade de voar o tempo todo e se alimentar em pleno voo. Por isso as fezes caem durante o dia e à noite”, afirmou o capitão Michel Brethes, da polícia militar de Dax, nos arredores do vilarejo de Saint-Pandelon.

Exames
Um laboratório da região realizou neste mês pesquisas científicas com o material coletado e confirmou que as “gotas” que cairam do céu são excrementos de origem animal, mas não conseguiu solucionar totalmente o mistério.

“Nas amostras analisadas, não encontramos bactérias específicas das fezes humanas. Mas não podemos dizer a qual tipo de animal esses excrementos correspondem”, afirmou Alain Mesplède, diretor do laboratório de análises científicas da região.

“Apenas confirmamos a presença de bactérias típicas a todas as espécies animais”, diz o pesquisador.

Sem saber ao certo se as fezes seriam realmente de pássaros, os moradores de Saint-Pandelon esperam que a “chuva” fedorenta não caia novamente em outras estações.

Desenvolvido na Suécia, um teste realizado durante o trabalho de parto pode prever qual mãe precisa de cesariana

Um teste desenvolvido na Suécia pode poupar as mulheres que esperam conceber naturalmente após horas de trabalho de parto, apenas para evitar uma cesariana. A medida já está sendo implementada em alguns hospitais europeus. A informação foi publicada no site da “BBC News”.

Os pesquisadores demonstraram que quando os níveis elevados de ácido láctico são medidos no líquido amniótico, é improvável que a mãe tenha parto natural. Medir este ácido pode ajudar a decidir se encerram o trabalho de parto antes e optam por uma cesárea.

Trabalhos prolongados que acabam em cesariana são considerados por muitas como o pior dos pesadelos.

No Reino Unido, mais de metade das cesarianas são procedimentos de emergência, em que a mãe frequentemente sofre um trabalho longo e doloroso antes de uma operação de urgência, considerada necessária para proteger a saúde dela e de seu bebê.

O teste foi desenvolvido pela empresa sueca Obstecare durante uma investigação conduzida pela Universidade de Liverpool e pelo Hospital de Mulheres de Liverpool.

Os estudos mostraram que o útero produz ácido lático da mesma forma que os outros músculos do corpo quando trabalham duro, mas quando se atinge um determinado nível, a substância começa a inibir as contrações.

O hormônio oxitocina é geralmente administrado em casos de trabalhos lentos para estimular a contração do útero, mas nem todas as mulheres respondem a ele.

Johan Ubby, de Obstecare, diz que o teste deve ajudar os médicos a determinar quais mulheres podem ter parto normal, pois os baixos níveis de ácido láctico sugerem que o útero ainda poderia produzir as contrações necessário para empurrar o bebê.

“Mas um alto nível de ácido láctico no líquido amniótico indica que o útero está esgotado. Para estimular este tipo de trabalho com uma infusão de oxitocina seria como pedir a um maratonista para executar um extra de 10.000 metros depois que ele ou ela passou a linha de chegada”, associa.

Ele diz que o sistema de teste, que já  começou em hospitais na Suécia, Noruega e Bélgica, deve reduzir o número de cesarianas em mulheres que não precisam delas e acelerá-las nas que fazem para “evitar o risco de complicações de um longo nascimento e limitar o sofrimento desnecessário”.

O professor Donald Peebles, porta-voz do Royal College de Obstetras e Ginecologistas e consultor na University College, em Londres, descreveu o teste como uma “ideia legal”.

“Eu posso definitivamente ver a lógica e seria simples de executar. Eu estaria interessado em ver um grande estudo, onde seria possível ver o impacto sobre a gestão do trabalho de parto e se os resultados melhoraram mundialmente.”

Os cremes vegetais que prometem auxiliar nos cuidados com o coração não servem para todo mundo.

Estudo publicado no “New England Medical Journal” mostrou que a suplementação com baixos teores de ômega 3, presente nesses produtos, não evita novos infartos em cardíacos.

Por 40 meses, pesquisadores holandeses deram quatro tipos de margarina para 4.837 pessoas, a maioria homens de 60 e 80 anos.

Três produtos tinham ácidos graxos como ômega 3, derivado de peixe, ou de origem vegetal. O quarto era placebo. Cada um consumiu 18,8 gramas por dia.

Nenhuma margarina reduziu o número de infartos.

O diretor do departamento de hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcus Vinícius Malachias, afirma que essas margarinas não são para todo mundo.

Malachias ressalva que todos os participantes do estudo tomavam remédios para baixar o colesterol e contra hipertensão. “São pacientes muito medicados, idosos e de alto risco”, diz. Ele afirma que uma pesquisa com gente mais jovem poderia medir a eficácia como prevenção.

Para o cardiologista, é melhor que cada pessoa consulte o médico sobre o uso desses produtos. “É  preciso conter o afã das pessoas, que podem estar gastando muito dinheiro com algo que não vai beneficiá-las.”

O médico ressalva que há evidências sobre os efeitos do ômega 3, e que esse suplemento pode ser usado com o remédio anticolesterol, para reduzir triglicérides e aumentar o colesterol “bom”.

De acordo com o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, o resultado da pesquisa não significa que o uso de margarina deva ser descartado. Porém, sozinho, o alimento não faz milagre.

“O consumo de fitoesterol pode reduzir cerca de 8% do colesterol total”, diz, referindo-se a outro tipo de substância vegetal usada em margarinas à venda no Brasil.

Folha Online

Editoria de Arte/Folhapress

Pessoas que sofrem de enxaqueca com aura -quando a dor vem acompanhada de sintomas visuais- têm mais risco de morrer de qualquer causa do que aquelas que não têm dores de cabeça crônicas ou que sofrem do tipo sem aura.

O dado é de um estudo que acompanhou quase 20.000 homens e mulheres durante, em média, 26 anos na Islândia, publicado no “British Medical Journal”.

Vários estudos têm sugerido uma associação entre enxaqueca, particularmente a do tipo com aura, e um aumento de risco para doenças cardiovasculares. No entanto, segundo o artigo, poucos trabalhos têm avaliado a relação da doença com a mortalidade por qualquer causa.

De acordo com os autores, vários mecanismos podem estar por trás do efeito, mas nenhum foi comprovado.

Um desses mecanismos sugere uma relação genética entre enxaqueca e problemas circulatórios, outros apontam a enxaqueca como uma doença sistêmica, que pode levar a comprometimentos vasculares.

MAIS SENSIBILIDADE

Segundo o neurologista Abouch Krymchantowski, do Centro de Avaliação e Tratamento da Dor de Cabeça, no Rio de Janeiro, na enxaqueca com aura há alteração no funcionamento dos vasos. “Os pacientes com essa forma de enxaqueca têm maior sensibilidade a fenômenos isquêmicos. Quem tem esse diagnóstico não deve fumar, usar pílula nem ser obeso e sedentário. Além disso, deve fazer acompanhamento com neurologista.”

“Essa é uma relação conhecida. A enxaqueca tem vários genes envolvidos com potencial lesivo aos vasos. Por isso quem tem enxaqueca tem mais risco de AVC ou de demência vascular”, completa o vice-coordenador do departamento de cefaleias da Associação Brasileira de Neurologia, Claudio Brito.

No entanto, os próprios autores reconhecem que a dor é um fator de risco cardiovascular menos importante do que os outros já estabelecidos, como tabagismo, diabetes ou pressão alta.

Estima-se que a enxaqueca atinja 20% das mulheres e 10% dos homens. Um estudo recente, feito no Brasil, revelou uma prevalência de cerca de 15%. Mulheres são a enorme maioria das vítimas.

A enxaqueca com aura acomete cerca de 14% dos portadores de enxaqueca.

ELO GENÉTICO DA ENXAQUECA

Um time de pesquisadores anunciou ter descoberto um fator de risco genético associado a enxaquecas. Eles avaliaram dados de 50.000 europeus e descobriram uma variação no DNA ligada ao controle dos níveis de um neurotransmissor no cérebro. A descoberta pode abrir caminhos para novas drogas.

Folha Online

Endividamento das famílias

Endividamento das famílias (Foto: Editoria de Arte/G1)

Famílias de baixa renda têm menor grau de endividamento.
Pesquisa diz que brasileiros estão otimistas com situação socioeconômica.

Do G1, em São Paulo

Mais da metade das famílias brasileiras possui algum tipo de dívida, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Entre os 3,8 mil domicílios pesquisados em 214 municípios, cerca de 54% declararam ter dívidas.

Do conjunto das famílias, pouco mais de 11% responderam estar muito endividadas. Outras 16,82% declararam estar mais ou menos endividadas, e 26,25%, pouco endividadas. Entre as famílias endividadas, a dívida média é de R$ 5.426,59.

“Aproximadamente 15% das famílias endividadas têm uma dívida de cerca de até metade do rendimento familiar mensal; 21% têm dívida entre 0,50 e 1 vez a renda mensal; 23,5% têm entre 1 e 2 vezes a renda mensal; 16% têm entre 2 e 5 vezes; e 23% têm dívidas de mais de 5 vezes o valor da renda familiar mensal”, diz o Ipea em nota.

Em todo o país, cerca de 20% das famílias possuem alguma conta atrasada – destas, 60% acreditam que conseguirão quitar essas contas total ou parcialmente no mês seguinte.

O menor grau de endividamento foi verificado entre as famílias com renda de até um salário mínimo: nessa faixa de renda, 58,54% declararam não ter dívidas. Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, essa taxa cai para 36,92%.

Na divisão por faixa etária, são os adultos entre 30 e 50 anos aqueles que mais se percebem muito endividados, enquanto as pessoas com mais de 60 são as que têm menos dívidas.

Por regiões, há maior proporção de famílias sem dívidas no Nordeste e Centro-Oeste (53% e 55%, respectivamente), enquanto na região Norte apenas 16% das famílias declararam não possuir dívidas.

Ipea - OtimismoQuanto mais próximo de cem, maior o otimismo
(Foto: Editoria de Arte/G1)

Otimismo
A pesquisa do Ipea apontou que os brasileiros estão otimistas com a situação socioeconômica do país. A pontuação da expectativa das famílias para os próximos 12 meses ficou em 62,75 pontos em agosto, em uma escala de zero (grande pessimismo) a cem (grande otimismo).

O Centro-Oeste teve a maior pontuação entre as regiões, de 68,14, enquanto a região Sudeste registra a menor (59,09), indicando grau de moderação para a situação socioeconômica nacional.

Para os próximos 12 meses, 58,03% das famílias acreditam que o Brasil passará por melhores momentos. Para os próximos cinco anos, 55,4% das famílias crêem a mesma coisa. A proporção de famílias que acreditam que o país atravessará piores momentos é de 19,24% e 15,09%, para o curto e médio prazos, respectivamente.

O grau de confiança é maior entre as famílias com maior rendimento, bem como para os mais jovens. Também demonstram maior otimismo com a economia do país os homens, os de ensino superior incompleto, os autodeclarados negros e aqueles que recebem algum benefício do governo.

Situação financeira
Em agosto, 73% das famílias pesquisadas disseram estar melhor financeiramente hoje do que estavam há um ano. Na outra ponta, 20% se vêem em pior situação.

Cerca de 77% das famílias creem que estarão em melhores condições financeiras daqui a um ano, enquanto somente 8% projetam expectativa de estarem pior. A expectativa das famílias sobre o futuro próximo é mais otimista na região Norte, onde mais de 87% delas acreditam que estarão melhor.No Sudeste, a proporção de famílias que acreditam que estarão melhor é de 71%.

Consumo
De acordo com o Ipea, o otimismo das famílias é menor quando se consideram as expectativas sobre o consumo. Entre as famílias pesquisadas, 53% acreditam que o momento é ideal para comprar bens duráveis, enquanto 37% não acreditam que o momento seja apropriado.

O otimismo é maior na região Nordeste, onde 64% das famílias acreditam que o momento seja adequado para a compra. Nas regiões Norte e Sul há mais famílias receosas em consumir do que otimistas (51% contra 47%; e 49% contra 42%, respectivamente).

Controle de gastos

Tabela ajuda a controlar gastos; baixe agora.

Um estudo em camundongos mostrou em detalhe o mecanismo dos ataques severos de asma, criando condições para uma futura terapia dessa forma da doença.

Na variante severa da asma há grande produção da interleucina IL-17, molécula inflamatória ligada à ativação de uma célula de defesa do organismo, o neutrófilo.

É isso o que fez o novo trabalho na revista “Nature Immunology”: explicar o excesso de neutrófilos nos pulmões dos pacientes.

Marsha Wills-Karp e seus colegas do Hospital da Criança de Cincinnati (EUA) demonstraram como certas linhagens de camundongos sofrem mais de asma severa do que outras, combinada com infiltração pulmonar de neutrófilos, e vincularam o processo à IL-17.

Outra descoberta foi o papel, na produção das interleucinas, de duas moléculas ligadas a outro mecanismo de defesa do corpo, o chamado sistema complemento.

“Se o achado se confirmar em humanos, vai abrir a porta para o desenvolvimento de terapias tendo como alvo esses mediadores”, declarou Wills-Karp à Folha de São Paulo.

Valéria Gonçalvez/AE - 29/1/2009

Dorina Nowill estava internada havia 15 dias em hospital de São Paulo; corpo será  velado na sede da fundação que leva seu nome

SÃO PAULO – A professora Dorina de Gouvêa Nowill, uma das maiores ativistas pela inclusão dos deficientes visuais no País, morreu neste domingo, 29, aos 91 anos. Segundo informações de familiares, ela estava internada havia cerca de 15 dias no Hospital Santa Isabel, na zona oeste, para tratar uma infecção, mas acabou sofrendo parada cardíaca. O velório deve ser realizado na segunda-feira, na sede da fundação que leva seu nome.

Dorina foi a primeira aluna cega a matricular-se numa escola regular em São Paulo

“Foi uma morte praticamente natural”, afirma seu filho Alexandre Nowill, que também era seu médico. Dorina, que era casada com Edward Hubert, deixa outros quatro filhos – Cristiano, Denise, Dorininha e Márcio Manuel -, além de 12 netos.

A professora ficou cega aos 17 anos por causa de uma doença que os médicos nunca conseguiram entender. Decidiu então dedicar a vida à luta pela inclusão de pessoas na mesma condição.

Com um grupo de amigas, criou em 1946 a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que em 1991 recebeu seu nome. Junto com o Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, a Fundação Dorina Nowill Para Cegos foi uma das pioneiras na produção de livros em Braille, na distribuição gratuita dessas obras para deficientes visuais e no desenvolvimento de técnicas mais modernas para que o cego consiga ler – como livros falados e vozes sintetizadas no computador.

Superação. Dorina foi a primeira aluna cega a matricular-se numa escola regular em São Paulo. Na época, deficientes visuais praticamente não tinham acesso à cultura e à informação por causa da falta de livros adaptados.

Em 1945, conseguiu convencer a Escola Caetano de Campos, onde cursava o magistério, a implantar o primeiro curso de especialização de professores para o ensino de cegos. Após diplomar-se, viajou para os Estados Unidos com uma bolsa de estudos paga pelo governo americano para frequentar um curso de especialização na área de deficiência visual, na Universidade de Columbia.

Quando regressou ao Brasil, concentrou esforços na fundação da primeira imprensa Braille de grande porte do País. Hoje, a editora é uma das principais fontes de renda da fundação e produz 80% dos livros do Ministério da Educação para deficientes visuais e encomendas especiais de cardápios para restaurantes, instruções de segurança de companhias aéreas, best-sellers, etc.

Dorina dedicou-se também à  regulamentação da educação para cegos. Na Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, foi responsável pela criação do Departamento de Educação Especial para Cegos. Em 1961, graças a seu empenho, o direito à educação ao cego virou lei.

Em Brasília. Entre 1961 a 1973, Dorina dirigiu o primeiro órgão nacional de educação de cegos no Brasil, criado pelo Ministério da Educação, Cultura e Desportos. Realizou programas e projetos que implantaram serviços para cegos em diversos Estados, além de eventos e campanhas para a prevenção da cegueira.

Em 1979, a professora foi eleita presidente do Conselho Mundial dos Cegos. Em 1981, Ano Internacional da Pessoa Deficiente, ela falou na Assembleia Geral das Nações Unidas como representante brasileira. Dorina também trabalhou intensamente para a criação da União Latino Americana de Cegos e foi diversas vezes premiada por seu trabalho.

Em 1989, o Congresso Nacional ratificou a Convenção 1599 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da reabilitação, treinamento e profissionalização de cegos. Esse foi mais um desdobramento do trabalho que Dorina havia começado 18 anos antes, com o primeiro centro de reabilitação para cegos criado por sua fundação.

Estreiou  com  merecido   sucesso  como  escritor , JOÃO  BRAGA , EX DEPUTADO ,  EX  SECRETARIO  DE  SEGURANÇA , MUITOS  TITULOS  EX  E   AGORA  COM  UM  DEFINITIVO  E   IGUAL  A  EMBAIXADOR ,   SERÁ   UM  TITULO  DEFINITIVO  NA  SUA  VIDA .  ESCRITOR  .  SEU  LIVRO ,  POSTO  DE  ESCUTA  NÃO  É  SÓ  GOSTOSO  DE  LER .É  DE  UMA  GRANDE  CRIATIVIDADE ,COM  UMA  TRAMA  INTELIGENTE  QUE  DIFICULTA  O  ABANDONO  DA  LEITURA . VALE   REALÇAR  A   GRANDE  PRESENÇA  DA  MITOLOGIA  GREGA   NO   RELATO .  UMA  LEITURA  QUE  SERÁ  TAÕ  ETERNA  ENQUANTO  DURAR  VIDA  HUMANA  NO  PLANETA  , É   A MITOLOGIA   GREGA .  O  SUCESSO   DE  BRAGA  COMO  ESCRITOR  NÃO  SURPREENDE ,  PORQUE  ELE  SEMPRE   FOI  UM  CRATIVO  OBSTINADO .

Segundo a publicação, sintomas ajudariam a prever a presença de um tumor de forma certeira

LONDRES – Cientistas britânicos identificaram oito dos sintomas mais comumente relacionados com o câncer, como presença de sangue na urina e anemia, segundo publica nesta sexta-feira, 27, a revista “British Journal of General Practice”.

Segundo a publicação, em certos grupos de idade estes sintomas ajudariam a prever a presença de um tumor de forma tão certeira que, se não houver outra explicação mais plausível, o paciente deveria ser avaliado por um especialista.

Sangue no reto, nódulos nas mamas, tosse acompanhada de sangue, dificuldade ao engolir, sangramento vaginal depois da menopausa e resultados anômalos nas revisões de próstata completam a lista de sintomas a serem levados em conta.

Os pesquisadores buscavam sintomas que fossem indicativos de ter um câncer em pelo menos um em cada 20 casos.

Embora a presença de sintomas ainda represente uma possibilidade muito reduzida de ter um tumor, qualquer deles é motivo suficiente para que o paciente seja avaliado por um especialista e submetido a mais testes para que seja diagnosticado o mais rápido possível.

Para elaborar esta lista os cientistas cruzaram os resultados de 25 estudos anteriores que lhes permitiram concluir que no caso das pessoas menores de 55 anos só dois destes sintomas – resultados anômalos nas revisões de próstata e nódulos no peito – indicavam um risco de 5% de ter câncer.

Depois dos 55, embora apenas no caso dos homens, a dificuldade para tragar seria significativa de um câncer de esôfago, enquanto a presença de sangue na urina se transforma em um sintoma de especial preocupação entre homens e mulheres a partir dos 60 anos.

Mark Shapley, especialista que liderou a pesquisa, recomenda “mais investigação para desenvolver um tipo de programas de informática que alertem os médicos de família que eles têm que enviar o paciente para um especialista quando estes sintomas surgem em certos grupos de risco”.

Um porta-voz da “Cancer Research UK”, a organização que se encarrega das pesquisas sobre câncer no Reino Unido, advertiu que estes sintomas não são os únicos que indicariam um possível câncer.

“Os sintomas que aqui se destacam já eram considerados sinais potenciais de um tumor, mas existem pelo menos 200 tipos de câncer diferentes, por isso que a sintomatologia é muito ampla”, explicou.

O porta-voz aconselhou procurar um especialista “perante qualquer mudança no corpo fora do comum e persistente”, já que o tratamento do câncer tem maior probabilidade de sucesso quanto mais cedo for diagnosticado.

Efe

Em 1989, 33% dos brasileiros maiores de 18 anos fumavam, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer). Hoje essa proporção é de 18%, concluiu a Pesquisa Especial de Tabagismo divulgada hoje pelo instituto. A queda foi de 45%.

Mulheres começam a fumar antes que homens, segundo pesquisa do Inca
Brasileiros com menor renda fumam mais
Fumantes gastam cerca de R$ 1.500 em cigarro por ano, diz estudo

A pesquisa, realizada a partir de 2008, entrevistou 39.425 brasileiros com mais de 15 anos. Desses, 17,5% fumam. Outros 13 países estão realizando a mesma pesquisa, mas nem todos divulgaram dados _a pesquisa mundial termina em outubro.

Na América, a pesquisa também incluiu o Uruguai, onde 25% da população com mais de 15 anos fuma, e o México, onde o número de fumantes a partir dessa idade é menor do que no Brasil: 15,9%.

“Já conseguimos reduzir bastante o número de fumantes, mas precisamos continuar a briga. A indústria do tabaco primeiro focou as mulheres, e o resultado já pode ser constatado: o número de mulheres que começa a fumar antes dos 15 anos é 22% maior do que a dos homens, segundo a pesquisa. Agora, o foco da indústria são os jovens. Essa é a principal faixa etária em que devemos trabalhar, porque é a idade em que é mais fácil abandonar o vício, também”, diz Liz Maria de Almeida, gerente da Divisão de Epidemiologia do Inca e responsável pela apresentação da pesquisa, hoje, na sede do instituto, no Rio.

MULHERES COMEÇAM A FUMA ANTES QUE HOMENS

Os dados da pesquisa ainda mostram que a proporção de jovens do sexo feminino que começa a fumar antes dos 15 anos é 22% maior do que a dos homens, em todas as regiões do país.

Segundo o Inca, a geração de brasileiros nascidos a partir da década de 80 –ou seja, que hoje tem até  30 anos–, começa a fumar aos 17 anos, em média. No Nordeste e no Centro-Oeste, a proporção de jovens que começa a fumar antes dos 15 anos é maior do que nas outras regiões.

Os jovens são a parcela da população que menos procurou algum tipo de ajuda para deixar de fumar, de acordo com o estudo, apesar de 48% das pessoas dessa faixa etária terem relatado pelo menos uma tentativa de parar de fumar nos últimos 12 meses.

Entre os jovens, chama a atenção o fato de os homens fumarem 2,5 vezes mais do que as mulheres. Entre as outras faixas etárias da população essa proporção é menor. Uma das explicações para isso é o fato de que as mulheres param de fumar numa proporção duas vezes maior do que a dos homens.

A pesquisa ainda constatou que os jovens são mais sensíveis à propaganda pró-tabaco do que os adultos –48,6% dos jovens relataram ter percebido propaganda pró-tabaco ante 38,7% dos adultos.

Esse resultado pode indicar que existe um esforço da indústria para atingir os indivíduos com 24 anos de idade ou menos nas ações de promoção e propaganda de produtos do tabaco. Isso fortalece a necessidade de criar estratégias de informação sobre controle do tabaco junto aos jovens por meio de formatos e conteúdos diversificados.

A pesquisa mostrou que o nível de dependência severa de nicotina dos jovens foi 50% menor do que a dos adultos. Isso mostra a importância do estímulo à cessação entre essa população, e principalmente da prevenção, para evitar que comecem a fumar.

O nível de dependência foi medido na PETab por meio de duas perguntas: o número de cigarros fumados por dia e o tempo que a pessoa leva para acender o primeiro cigarro após acordar. O cruzamento dessas respostas determina o nível de dependência, que pode ser baixa, elevada ou moderada.

FUMANTES GASTA CERCA DE R$ 1.500 EM CIGARRO POR ANO

Além de prejudicar a saúde, o cigarro causa forte impacto no orçamento doméstico. Dados da PETab revelaram que uma família composta por um casal de fumantes, entre 45 e 64 anos, residente em uma cidade do Sudeste do país gasta, por mês, R$ 128,60 somente com a compra de cigarros. Por ano, a despesa chega a R$ 1.543,20.

O gasto com cigarro para um casal de fumantes de qualquer região do país chega a R$ 1.495,20 por ano. Todos os valores foram calculados com base em 2008. Naquele ano, o valor do salário mínimo era R$ 415,00, o que levaria esse gasto com cigarro a quase quatro salários mínimos por ano.

O valor gasto pelo casal do Sudeste com cigarro seria suficiente para comprar hoje, agosto de 2010, uma TV de LCD de 32 polegadas (R$ 1.469,00, preço médio), um computador (R$ 1.300,00), ou uma geladeira duplex (R$ 1.400,00), segundo o estudo.

A PETab revelou ainda que o gasto médio mensal com cigarros industrializados de fumantes acima dos 15 anos no Brasil foi de R$ 55,50.

Considerando o preço médio do cigarro no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e o salário mínimo de setembro de 2008, era possível para um fumante de baixa renda comprar 150 maços ao mês, contra 83 maços, em 1996, e 112 maços, em janeiro de 2003. Ou seja, com o passar do tempo, ficou mais fácil para pessoas de baixa renda comprarem mais maços de cigarros.

BRASILEIROS COM MENOR RENDA FUMAM MAIS

O estudo indica que os brasileiros com menor renda fumam mais. Segundo os dados da PETab, os maiores percentuais de fumantes no Brasil, entre ambos os sexos, foram encontrados na população sem instrução (25,7%) e entre as pessoas de menor renda (21,3%), o que corresponde à população que ganhava menos de meio salário mínimo por mês.

A análise dos dados da PETab foi realizada como parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2008, do IBGE, e tem por objetivo fornecer informações para subsidiar a política nacional de controle do tabaco.

A pesquisa foi feita em 51.011 domicílios, entrevistando fumantes, não fumantes e ex-fumantes. O trabalho foi realizado em outros 13 países. Internacionalmente, é conhecido como Global Adult Tobacco Survey (Pesquisa Global de Tabagismo).

Apesar da queda no consumo de tabaco nas últimas décadas, o número de fumantes no país ainda é  elevado: cerca de 25 milhões com idade igual ou superior a 15 anos. Contudo, 45,6% dos fumantes tentaram parar de fumar nos últimos 12 meses, o que corresponde a cerca de 12 milhões de pessoas.

A PETab confirmou a urgência de reforçar as recomendações da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, um tratado de saúde pública, ratificado por 168 países-membros da OMS (Organização Mundial de Saúde), de um total de 192. Entre outras coisas, o texto determina ações específicas de proteção ao tabagismo passivo.

A pesquisa ainda apontou que uma em cada cinco pessoas foi exposta à fumaça do cigarro em locais públicos em geral. Isso correspondeu a cerca de 26 milhões de pessoas, das quais 22 milhões eram não fumantes. Os jovens foram mais 10% expostos ao fumo passivo em locais públicos do que os adultos, totalizando 6,2 milhões de jovens.

“É preciso que a legislação em vigor, que ainda permite fumódromos, seja alterada para impedir 100% o uso de produtos do tabaco que emitem fumaça em ambientes coletivos e fechados”, alerta Liz Maria de Almeida, gerente de Divisão de Epidemiologia do Inca.

Folha Online

Editoria de Arte/Folhapress

Maconha é coisa de jovem: o usuário típico deixa a erva conforme vai envelhecendo, diz um estudo internacional que revisou os principais trabalhos já feitos sobre o tema.

Psiquiatra afirma que a legalização aumentaria o uso

De acordo com o “Cannabis Policy”, publicação de 300 páginas lançada nos EUA, a droga ganha do álcool e do tabaco em segurança. Nove por cento dos que experimentam maconha tornam-se dependentes, contra 32% do tabaco e 15% do álcool.

Segundo os dados de Robin Room, da University of Melbourne, líder do trabalho, a droga causa relativamente poucos acidentes de trânsito. “Essa é a principal preocupação relacionada aos efeitos agudos da maconha”, escreve Room, “porque ela reduz a atenção e a coordenação motora”.

Dados mais recentes mostram que a maconha duplica a chance de acidentes. O álcool é pior: aumenta mais de dez vezes o risco. “Aparentemente, os motoristas que fumaram maconha dirigem mais devagar.”

FAZ MAL, MAS QUANTO?

O estudo de Room esteve no centro de uma polêmica entre dois cientistas brasileiros. Ronaldo Laranjeira, da Unifesp, citou o trabalho em artigo nesta Folha, listando doenças relacionadas à erva e argumentando que é falácia dizer que ela é segura.

Em resposta, Sidarta Ribeiro, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, acusou o colega de distorcer o estudo, que sugere a legalização da droga, porque “seus danos são modestos”. Ambos elogiam o currículo de Room e seu trabalho.

O “Cannabis Policy” lista problemas relacionados ao uso contínuo da maconha, mas faz considerações sobre a limitação do seu impacto.

Relata a relação entre seu uso na gravidez e a redução do peso do bebê ao nascer, mas menos do que no caso do tabaco. Cita ansiedade e insônia como sintomas comuns de viciados que tentam abandonar a erva.

Usuários têm mais chance de ter bronquite e câncer no pulmão. Room estima que um homem de 44 anos que fumou maconha por toda a vida diariamente tem 3% mais risco de sofrer infarto.

A maconha aumenta em mais de duas vezes o risco de esquizofrenia. Ainda assim, cientistas calculam que, para evitar um caso da doença entre jovens adultos, seria preciso fazer com que 5.000 pessoas não fumassem a erva.

O risco de depressão é mais de duas vezes maior. Mas não há como excluir a hipótese de que depressivos fumem como automedicação -é difícil saber qual a causa e qual a consequência.

O mesmo ocorre com a evasão escolar. É a erva que deixa os adolescentes desanimados com a vida ou jovens sem rumo procuram mais as drogas?

Mesmo assim, Room acredita que a erva não é especialmente problemática. “Os riscos à saúde do tabaco e do álcool são muito maiores.”

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Werther Santana/AE Werther Santana/AE Gasto médio mensal por pessoa é de R$ 55,50

Valor no Sudeste é suficiente para comprar TV de LCD de 32”, computador ou geladeira duplex

RIO DE JANEIRO – Dados da Pesquisa Especial de Tabagismo (PETab) revelam que uma família composta por um casal de fumantes, entre 45 e 64 anos, residente em uma cidade da Região Sudeste gasta, por mês, somente com a compra de cigarros, R$ 128,60. Por ano, a despesa chega a R$ 1.543,20.

Gasto médio mensal com cigarros por pessoa é de R$ 55,50

O gasto com cigarro para um casal de fumantes de qualquer região do País chega a R$ 1.495,20 por ano. Todos os valores foram calculados com base em 2008. Naquele ano, o valor do salário mínimo era de R$ 415, o que levaria esse gasto com cigarro a quase quatro salários mínimos por ano.

O valor gasto pelo casal do Sudeste com cigarro seria suficiente para comprar hoje, agosto de 2010, uma TV de LCD de 32 polegadas (R$ 1.469, preço médio), um computador (R$ 1.300) ou uma geladeira duplex (R$ 1.400).

A PETab revelou ainda que o gasto médio mensal com cigarros industrializados de fumantes acima dos 15 anos no Brasil foi de R$ 55,50. Considerando o preço médio do cigarro no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o salário mínimo de setembro de 2008, era possível para um fumante de baixa renda comprar 150 maços ao mês, contra os 83 maços, em 1996, e 112 maços, em janeiro de 2003.

Ou seja, com o passar do tempo, ficou mais fácil para pessoas de baixa renda comprarem mais maços de cigarros.

Jornal Estadão

Em 1989, 33% dos brasileiros maiores de 18 anos fumavam, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer). Hoje essa proporção é de 18%, concluiu a Pesquisa Especial de Tabagismo divulgada hoje pelo instituto. A queda foi de 45%.

Mulheres começam a fumar antes que homens, segundo pesquisa do Inca
Brasileiros com menor renda fumam mais
Fumantes gastam cerca de R$ 1.500 em cigarro por ano, diz estudo

A pesquisa, realizada a partir de 2008, entrevistou 39.425 brasileiros com mais de 15 anos. Desses, 17,5% fumam. Outros 13 países estão realizando a mesma pesquisa, mas nem todos divulgaram dados _a pesquisa mundial termina em outubro.

Na América, a pesquisa também incluiu o Uruguai, onde 25% da população com mais de 15 anos fuma, e o México, onde o número de fumantes a partir dessa idade é menor do que no Brasil: 15,9%.

“Já conseguimos reduzir bastante o número de fumantes, mas precisamos continuar a briga. A indústria do tabaco primeiro focou as mulheres, e o resultado já pode ser constatado: o número de mulheres que começa a fumar antes dos 15 anos é 22% maior do que a dos homens, segundo a pesquisa. Agora, o foco da indústria são os jovens. Essa é a principal faixa etária em que devemos trabalhar, porque é a idade em que é mais fácil abandonar o vício, também”, diz Liz Maria de Almeida, gerente da Divisão de Epidemiologia do Inca e responsável pela apresentação da pesquisa, hoje, na sede do instituto, no Rio.

MULHERES COMEÇAM A FUMA ANTES QUE HOMENS

Os dados da pesquisa ainda mostram que a proporção de jovens do sexo feminino que começa a fumar antes dos 15 anos é 22% maior do que a dos homens, em todas as regiões do país.

Segundo o Inca, a geração de brasileiros nascidos a partir da década de 80 –ou seja, que hoje tem até  30 anos–, começa a fumar aos 17 anos, em média. No Nordeste e no Centro-Oeste, a proporção de jovens que começa a fumar antes dos 15 anos é maior do que nas outras regiões.

Os jovens são a parcela da população que menos procurou algum tipo de ajuda para deixar de fumar, de acordo com o estudo, apesar de 48% das pessoas dessa faixa etária terem relatado pelo menos uma tentativa de parar de fumar nos últimos 12 meses.

Entre os jovens, chama a atenção o fato de os homens fumarem 2,5 vezes mais do que as mulheres. Entre as outras faixas etárias da população essa proporção é menor. Uma das explicações para isso é o fato de que as mulheres param de fumar numa proporção duas vezes maior do que a dos homens.

A pesquisa ainda constatou que os jovens são mais sensíveis à propaganda pró-tabaco do que os adultos –48,6% dos jovens relataram ter percebido propaganda pró-tabaco ante 38,7% dos adultos.

Esse resultado pode indicar que existe um esforço da indústria para atingir os indivíduos com 24 anos de idade ou menos nas ações de promoção e propaganda de produtos do tabaco. Isso fortalece a necessidade de criar estratégias de informação sobre controle do tabaco junto aos jovens por meio de formatos e conteúdos diversificados.

A pesquisa mostrou que o nível de dependência severa de nicotina dos jovens foi 50% menor do que a dos adultos. Isso mostra a importância do estímulo à cessação entre essa população, e principalmente da prevenção, para evitar que comecem a fumar.

O nível de dependência foi medido na PETab por meio de duas perguntas: o número de cigarros fumados por dia e o tempo que a pessoa leva para acender o primeiro cigarro após acordar. O cruzamento dessas respostas determina o nível de dependência, que pode ser baixa, elevada ou moderada.

FUMANTES GASTA CERCA DE R$ 1.500 EM CIGARRO POR ANO

Além de prejudicar a saúde, o cigarro causa forte impacto no orçamento doméstico. Dados da PETab revelaram que uma família composta por um casal de fumantes, entre 45 e 64 anos, residente em uma cidade do Sudeste do país gasta, por mês, R$ 128,60 somente com a compra de cigarros. Por ano, a despesa chega a R$ 1.543,20.

O gasto com cigarro para um casal de fumantes de qualquer região do país chega a R$ 1.495,20 por ano. Todos os valores foram calculados com base em 2008. Naquele ano, o valor do salário mínimo era R$ 415,00, o que levaria esse gasto com cigarro a quase quatro salários mínimos por ano.

O valor gasto pelo casal do Sudeste com cigarro seria suficiente para comprar hoje, agosto de 2010, uma TV de LCD de 32 polegadas (R$ 1.469,00, preço médio), um computador (R$ 1.300,00), ou uma geladeira duplex (R$ 1.400,00), segundo o estudo.

A PETab revelou ainda que o gasto médio mensal com cigarros industrializados de fumantes acima dos 15 anos no Brasil foi de R$ 55,50.

Considerando o preço médio do cigarro no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e o salário mínimo de setembro de 2008, era possível para um fumante de baixa renda comprar 150 maços ao mês, contra 83 maços, em 1996, e 112 maços, em janeiro de 2003. Ou seja, com o passar do tempo, ficou mais fácil para pessoas de baixa renda comprarem mais maços de cigarros.

BRASILEIROS COM MENOR RENDA FUMAM MAIS

O estudo indica que os brasileiros com menor renda fumam mais. Segundo os dados da PETab, os maiores percentuais de fumantes no Brasil, entre ambos os sexos, foram encontrados na população sem instrução (25,7%) e entre as pessoas de menor renda (21,3%), o que corresponde à população que ganhava menos de meio salário mínimo por mês.

A análise dos dados da PETab foi realizada como parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2008, do IBGE, e tem por objetivo fornecer informações para subsidiar a política nacional de controle do tabaco.

A pesquisa foi feita em 51.011 domicílios, entrevistando fumantes, não fumantes e ex-fumantes. O trabalho foi realizado em outros 13 países. Internacionalmente, é conhecido como Global Adult Tobacco Survey (Pesquisa Global de Tabagismo).

Apesar da queda no consumo de tabaco nas últimas décadas, o número de fumantes no país ainda é  elevado: cerca de 25 milhões com idade igual ou superior a 15 anos. Contudo, 45,6% dos fumantes tentaram parar de fumar nos últimos 12 meses, o que corresponde a cerca de 12 milhões de pessoas.

A PETab confirmou a urgência de reforçar as recomendações da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, um tratado de saúde pública, ratificado por 168 países-membros da OMS (Organização Mundial de Saúde), de um total de 192. Entre outras coisas, o texto determina ações específicas de proteção ao tabagismo passivo.

A pesquisa ainda apontou que uma em cada cinco pessoas foi exposta à fumaça do cigarro em locais públicos em geral. Isso correspondeu a cerca de 26 milhões de pessoas, das quais 22 milhões eram não fumantes. Os jovens foram mais 10% expostos ao fumo passivo em locais públicos do que os adultos, totalizando 6,2 milhões de jovens.

“É preciso que a legislação em vigor, que ainda permite fumódromos, seja alterada para impedir 100% o uso de produtos do tabaco que emitem fumaça em ambientes coletivos e fechados”, alerta Liz Maria de Almeida, gerente de Divisão de Epidemiologia do Inca.

Folha Online

Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, questiona a eficácia das plantas e dos fitoterápicos e cria uma enorme polêmica
Cristiane Segatto e Aline Ribeiro

Rodrigo Baleia

EM CAMPO
Drauzio Varella na Amazônia, onde há 15 anos coleta plantas para testá-las contra o câncer. “Se eu usasse esses extratos nos meus pacientes, seria criminoso”, diz

O uso de plantas medicinais é um dos traços da cultura brasileira. Todo mundo já ouviu falar sobre os benefícios de determinado chá ou de medicamentos à base de plantas, os fitoterápicos. E não só no Brasil. Os fitoterápicos movimentam no mundo US$ 14 bilhões por ano. São obtidos de plantas e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo etc. Estima-se que no Brasil esse mercado gire em torno de US$ 400 milhões por ano e empregue 100 mil pessoas. De todos os remédios colocados nas prateleiras das farmácias brasileiras, 2,8% são feitos de vegetais. E as vendas crescem em torno de 12% ao ano, segundo a consultoria do setor farmacêutico IMS Health. No setor dos medicamentos sintéticos, chamados de alopáticos, o crescimento é menor, de 5%.

Os consumidores de ervas medicinais e fitoterápicos acreditam que eles são tão seguros e eficazes quanto as drogas convencionais vendidas nas farmácias ou distribuídas nos postos de saúde. Mas talvez não sejam. É o que Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, promete discutir na série “É bom pra quê?”, que estreia neste domingo no Fantástico.

Há duas semanas, Drauzio falou sobre o assunto a ÉPOCA On-line. Criticou a falta de sólidas evidências científicas que poderiam justificar o uso de fitoterápicos. Condenou a política do Ministério da Saúde de distribuição de medicamentos fitoterápicos no SUS e a lista de 66 plantas medicinais preparada pela Anvisa para orientar o uso de chás. A reação foi imediata. Drauzio foi acusado de ser mal-intencionado, de estar a serviço da indústria farmacêutica, de tentar atrapalhar a candidatura de Dilma Rousseff. A polêmica explodiu, envolvendo médicos, consumidores e até o Ministério da Saúde.

Jaldo de Souza Santos, presidente do Conselho Federal de Farmácia, publicou uma carta aberta atacando o médico do Fantástico. “Achamos precipitada a sua opinião ao afirmar que a indicação de plantas e fitoterápicos é um erro”, disse ele. Drauzio respondeu: “Condeno a falta de estudos clínicos dignos desse nome. Enquanto admitirmos esse empirismo irresponsável, a fitoterapia jamais será levada a sério no Brasil.” No site de ÉPOCA, houve mais de 240 comentários sobre o assunto, a maioria esmagadora atacando Drauzio. No Twitter, foi criado um movimento Cala a Boca, Drauzio.

“Pelo conteúdo das críticas que recebi depois da publicação da entrevista, posso antever o que acontecerá quando a série for ao ar. Paciência”, disse o médico. Drauzio pesquisa o potencial farmacológico das plantas há 15 anos. Faz expedições à Amazônia em busca de substâncias que possam demonstrar alguma eficácia contra o câncer. É um trabalho demorado. Até agora, as plantas coletadas deram origem a 2.200 extratos. Desses, 190 apresentaram alguma atividade contra células tumorais e oito serão testados em animais. Daí a desenvolver uma droga útil para seres humanos há um longo caminho. “Se eu tratasse meus pacientes de câncer com os extratos que mostraram atividade contra células malignas em nosso laboratório, seria considerado criminoso”, diz. “Por que essa regra não vale para os que receitam produtos que não passaram pelos estudos de toxicidade e pelas avaliações clínicas exigidas dos medicamentos convencionais?” Esse é o cerne da controvérsia. ÉPOCA investigou os fatos e os mitos que animam a discussão do assunto.

Stéfano Martini

ELA ACREDITA
Maria de Fátima e o suco de berinjela que toma todos os dias: “Melhorei a alimentação, mas o que baixou meu colesterol foi ele”

Fitoterápicos são remédios iguais aos outros?
Não. Ervas e chás são usados há milhares de anos. À medida que a química foi se desenvolvendo, os pesquisadores começaram a isolar das plantas os princípios ativos responsáveis pela ação medicinal. Essas substâncias foram sintetizadas em laboratório. Ou seja: foram criadas a partir da imitação da estrutura química das plantas. Deram origem a drogas importantíssimas, alopáticas, como a morfina e a aspirina. Diferentemente das ervas, os fitoterápicos são classificados como remédios. São obtidos exclusivamente de vegetais e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo, cápsulas etc. Para conseguir registrá-los como medicamentos, os fabricantes devem provar que conseguem manter a qualidade e a concentração do princípio ativo presente na planta. “Não é fácil manter a qualidade de um fitoterápico porque ele contém centenas de substâncias”, diz João Ernesto de Carvalho, coordenador da divisão de farmacologia e toxicologia do Centro de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Unicamp. Quem toma 100 miligramas de aspirina sabe que está tomando 100 miligramas de ácido acetilsalicílico. Com os fitoterápicos é diferente. “Dependendo da época do ano e do tipo de extrato, é difícil manter a quantidade e a mesma concentração do princípio ativo”, diz Carvalho.

Fitoterápicos passam pelos mesmos testes científicos das drogas alopáticas?
Em termos. Existem milhares de estudos feitos com espécies usadas em fitoterapia, entre as quais as oito distribuídas no SUS: alcachofra, aroeira, cáscara-sagrada, garra-do-diabo, guaco, isoflavonas da soja e unha-de-gato. A maioria dos estudos, porém, foi feita em animais ou com pequeno número de pacientes, por curtos períodos. Os poucos estudos feitos com centenas de pacientes não trazem conclusões inequívocas sobre a eficácia das substâncias. Se o fabricante de uma nova droga sintética tentasse aprová-la com base nesse tipo de evidência, não conseguiria. O desenvolvimento de uma nova droga sintética consome cinco etapas, cerca de dez anos de pesquisa e milhões de dólares. Na chamada fase III, a droga em investigação é comparada ao tratamento existente. Para ser aprovada, precisa comprovar que é tão boa ou melhor que o remédio já disponível. Nessa fase, a droga é testada em um grupo de até 1.000 voluntários. “Pesquisamos as evidências científicas relacionadas aos oito fitoterápicos oferecidos no SUS. Não encontramos estudos desse tipo”, diz Daniel Deheinzelin, professor da Faculdade de Medicina da USP.Se os benefícios das ervas medicinais não foram comprovados pela ciência ocidental, significa que eles não existem?Não. É possível que existam benefícios não comprovados, a julgar pelo uso tradicional e milenar de ervas no cuidado da saúde. É razoável supor que existam fatos verdadeiros sobre nosso corpo que não possam ser comprovados sequer pelo método adotado nos estudos clínicos mais confiáveis. Isso significa que devemos propagar todas as crendices que aparecem? Não. Uma das histórias mais populares no Brasil é a de que suco de berinjela reduz o colesterol. Depois que uma experiência de laboratório foi mostrada num programa de TV, há mais de dez anos, o “remédio” natural ganhou, para muita gente, status de verdade científica. A dona de casa Maria de Fátima Farias Bosco, de 51 anos, mora em Macaé, Rio de Janeiro, e usa vários ingredientes naturais para cuidar da saúde. Seu colesterol baixou de 258 para 191 depois que ela reduziu os doces e a carne vermelha e começou a tomar suco de berinjela. Quem levou a fama de santo remédio? A berinjela, é claro. “Descobri o suco no Dr. Google. Foi um ótimo remédio, mas minha médica não acreditou”, diz. Indivíduos têm o direito de acreditar no que bem entendem. A situação fica perigosa quando a crendice é chancelada pelas autoridades. Foi o que aconteceu na África do Sul, onde 18% da população adulta tem o vírus da aids. O ex-presidente Thabo Mbeki pregava o combate à doença com uma dieta à base de beterraba, batata, suco de limão e alho. A doença se espalhou.

A fitoterapia e as ervas medicinais são recursos para os pobres?
Em termos. A diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, disse, recentemente, que a medicina tradicional baseada em ervas tem seu valor e reduz o sofrimento de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento. “Essa é a realidade, mas não é o ideal”, afirmou. “Estimamos que 60% das crianças que vivem em alguns países africanos recebem ervas para tratar a febre provocada pela malária. Mas a malária pode matar em 24 horas e as drogas modernas melhoram enormemente as chances de sobrevivência.” Os remédios naturais desempenham importante papel social, mas a adoção deles pelos governos de países como o Brasil pode ser questionada. “Não cabe às autoridades responsáveis pela saúde adotar métodos de tratamento que não têm eficácia demonstrada. Elas não podem criar uma medicina para rico e outra para pobre, baseada em tratamentos baratinhos e sem ação”, afirma Drauzio. Ele diz ter visitado em Belém uma “farmácia viva”, nome dado aos locais de cultivo e distribuição de plantas medicinais. “Lá existe uma plantinha que chamam de insulina. Chega uma pessoa pobre e ignorante e mandam tomar a planta, em vez do remédio receitado pelo médico”, afirma. O Ministério da Saúde diz estar trabalhando num projeto de regulamentação das farmácias vivas para coibir práticas inadequadas. Segundo o ministério, os fitoterápicos e as ervas não substituem o modelo de assistência farmacêutica baseado nos medicamentos convencionais. Seriam apenas mais uma opção de tratamento entre as oferecidas pelo SUS.

Fitoterápicos, ademais, não são usados apenas por pobres. Representam a primeira escolha de milhões de pessoas em países desenvolvidos como a Alemanha e os Estados Unidos. Os adeptos enxergam duas grandes vantagens. Primeira: os remédios costumam ser mais baratos que os alopáticos. Segunda: os profissionais que receitam esse tipo de tratamento têm mais disposição para ouvir angústias. Se muitos alopatas nem sequer olham os doentes nos olhos, a atenção que os especialistas em fitoterapia oferecem faz toda a diferença.

Rogério Cassimiro

ELE ALERTA
O farmacêutico Roberto Adati, fotografado em São Paulo. Ele sofreu uma reação alérgica: “Não é verdade que tudo o que é natural não faz mal”

O que é natural não faz mal?
Errado. A natureza tem venenos poderosos. É importante que o médico saiba quando o paciente está em tratamento alopático e, ao mesmo tempo, toma ervas ou fitoterápicos. O farmacêutico Roberto Adati, de 41 anos, acredita no valor dessas substâncias. Tem mestrado e doutorado no tema. Ainda assim foi surpreendido por uma manifestação inesperada. Há cinco anos, estava meio abatido e pediu ao médico uma alternativa natural. Começou a tomar cápsulas de erva-de-são-joão, usada para combater sinais de depressão leve. Depois de 20 dias, surgiram sintomas de alergia: pele vermelha e irritada e edemas. Em outra ocasião, usou unha-de-gato para aliviar dores musculares. Também sofreu alergia. “Vegetais têm princípios ativos e químicos que estimulam o sistema biológico, e podem levar a efeitos adversos como qualquer medicamento.”

Doenças graves podem ser curadas com fitoterápicos e plantas medicinais?
Não. Nenhum chá, erva, alimento ou fitoterápico é capaz de curar a aids, o diabetes, o câncer. O uso desses produtos pode aliviar sintomas. O problema é que também pode atrasar o diagnóstico de problemas graves. No caso do câncer, há outro complicador. Muitos pacientes abandonam os alopáticos ou usam produtos alternativos junto com o tratamento convencional. Em geral, a doença avança. “O potencial das plantas é grande, mas ainda é preciso avançar uma série de degraus na pesquisa científica para ter certeza de que são eficazes”, diz José Augusto Rinck Júnior, oncologista do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo.

Falta investimento na pesquisa de fitoterápicos?
Sim. O Brasil tem atualmente 119 laboratórios produzindo medicamentos fitoterápicos. Há 512 remédios feitos de vegetais aprovados pela Anvisa, derivados de 162 espécies. É pouco, diante da biodiversidade do país. Das 250 mil plantas catalogadas no mundo, 55 mil estão aqui. A Europa toda tem só 11 mil ervas registradas. “Não é só um patrimônio genético. É também um patrimônio cultural”, diz Roberto Boorhem, presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit). Segundo ele, as grandes multinacionais não se interessam pelos fitoterápicos porque eles não geram patente. Já os pequenos produtores de fitoterápicos não têm condições de investir no estudo de ervas desconhecidas. “Não temos fôlego financeiro para aplicar em produtos novos”, diz a empresária Poliana Emília Botelho Silva, da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina). Se testados com rigor científico e usados com critério, os fitoterápicos e as plantas medicinais podem contribuir para melhorar as condições de saúde da população. E também para o crescimento econômico do Brasil. Nesse ponto, não há controvérsia.

Testes mostram que produto em pó pode ser útil na absorção de gases que causam o efeito estufa, ajudando a reduzir os efeitos da poluição


Por Época NEGÓCIOS Online

  Reprodução/DailyMail
SAIBA MAIS

Cientistas da Universidade de Liverpool apresentaram hoje o que parece uma contradição, mas é um grande invento: a ‘água seca’. Cada molécula do produto contém a fórmula da água convencional (H20) revestida por uma camada sílica. No total, o produto é feito com 95% de água.

+ Cientistas desenvolvem plástico a partir de grama

Segundo o Daily Mail, a invenção é capaz de absorver gases nocivos ao ar, o que poderia ser útil no retardamento aquecimento global. O pesquisador responsável pela água em pó também afirma que a descoberta acelera a reação entre hidrogênio e ácido málico, que cria um outro ácido muito usado na indústria farmacêutica.

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Uma equipe internacional de cientistas identificou pela primera vez um fator genético de risco associado à  enxaqueca comum e informou que a descoberta pode abrir caminho para novos tratamentos de prevenção contra ataques da doença.

Pesquisadores que analisaram dados genéticos de 50 mil pessoas da Finlândia, Alemanha e Holanda descobriram que pacientes com determinadas variações de DNA que afetam a regulagem de uma substância química particular do cerébro estão mais propensos ao risco de desenvolver enxaqueca.

Os resultados sugerem que um composto dessa substância, chamada glutamato, pode desempenhar um papel no mecanismo da exaqueca.

“Esta é a primera vez que podemos examinar os genomas de milhares de pessoas e encontrar indícios genéticos para compreender a enxaqueca”, disse Aarno Palotie, presidente da sociedade internacional sobre dores de cabeça genéticas do Trust Sanger Institute na Grã-Bretanha, que conduziu o estudo.

Atualmente, cerca de uma a cada seis mulheres e um a cada 12 homens sofre de exaqueca, uma das complicações neurológicas mais caras para a sociedade na União Europeia e nos Estados Unidos.

REUTERS

Especialista da Unicamp estuda relação entre hipotálamo e insulina.
Gorduras saturadas prejudicam o equilíbrio para evitar as doenças.

Uma relação pouco cogitada há  15 anos ganha cada vez mais força no estudo das causas da obesidade: a inflamação do hipotálamo – uma estrutura com 1,5 cm³ que compõe o cérebro e é responsável pela regulação da fome e do gasto de energia – pode ser causada pela ingestão de gorduras saturadas e não somente pelo hábito de comer muito.

Como se não fosse suficiente, a alteração do órgão, apontada como uma das principais causas para a obesidade, também pode levar à alteração da função do pâncreas, local responsável pela produção de insulina. A substância transporta a glicose presente no sangue para dentro das células, permitindo a produção de energia, vital para o corpo sobreviver.

O pesquisador Lício Velloso, do departamento de Clínica Médica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), estuda há dez anos a ligação entre a comida ingerida pelas pessoas com o ganho de peso e testou ratos em laboratórios para notar qual o efeito da mudança no hipotálamo para a regulação do peso.

As descobertas vão desde a identificação do órgão como responsável direto pelo ganho de peso até a ligação da inflamação com a falência das células pancreáticas em garantir ao corpo a insulina. O final da história é o aparecimento de diabetes tipo 2.

Apoptose
Inflamações no corpo são sempre indícios da possibilidade de apoptose, uma espécie de morte programada das células no corpo, segundo Lício. Durante o trabalho com camundongos swiss, com maior tendência a engordar, e wistar, menos propensos à doença, o pesquisador e sua equipe notaram que ocorre maior taxa de morte celular de neurônios inibidores no primeiro grupo. “A diferença foi de 6% a 7% entre os dois tipos de roedores”, afirma Velloso.

É a união de dois problemas: o hipotálamo não controla mais a fome e a pessoa fica obesa e, por outro lado, ainda atrapalha a função do pâncreas para secreção da insulina”

Lício Velloso, da Unicamp

O efeito vem da inflamação do hipotálamo, causada pela presença de longas cadeias de ácidos graxos saturados, com mais de 14 átomos de carbono. O sistema imunológico do cérebro é ativado na presença dessas substâncias por serem parecidas com as encontradas em bactérias.

“O organismo é levado a pensar que há uma ameaça e então uma inflamação do órgão acontece”, explica o especialista. “Com a produção de citocinas para defesa do corpo, a função de um neurotransmissor do hipotálamo é afetada.”

Neurotransmissor
Velloso faz referência ao alfa-MSH, estrutura responsável por mandar sinais para inibir a fome e acelerar as atividades de gasto de energia. Localizado na região do núcleo arqueado do hipotálamo, o neurotransmissor responde à presença de insulina e leptina, ordenando o organismo a cessar a vontade de comer.

A prática clínica ensina que recomendar dietas a obesos, pura

e simplesmente, não adianta.

É preciso mudar o padrão dos nossos alimentos”

Lício Velloso

Mas a presença de processos inflamatórios faz com que o alfa-MSH desenvolva resistência às substâncias que alertam sobre as condições de reserva de energia disponíveis no organismo. “Com citocinas como a tumor necrosis factor (TNF), a vida dos neurônios é atrapalhada”, afirma Velloso.

Diabetes 2
A falência das células-beta das ilhotas de Langerhans, localizadas no pâncreas, levam ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, junto com a resistência do corpo à insulina. A causa para a exaustão das estruturas responsáveis pela secreção de substância também está ligada à inflamação do hipotálamo.

“É a união de dois problemas: o hipotálamo não controla mais a fome e a pessoa fica obesa e, por outro lado, ainda atrapalha a função do pâncreas para secreção da insulina”, explica o pesquisador da Unicamp.

Sem a secreção, a glicose presente no sangue não consegue entrar nas células para produção de energia na forma de ATP.

Soluções
Enquanto remédios para diminuir ou eliminar a condição adversa no hipotálamo não surgem, Velloso acredita que a solução possa estar na mudança de práticas por parte dos fabricantes de comida. “Políticas de nutrição do governo precisam estimular a indústria alimentícia a substituir, nos alimentos industrializados, gorduras saturadas por insaturadas”, diz o especialista. “É o caso da troca do que faz mal ao corpo por ômega 3 e 9, por exemplo.”

Segundo Velloso, mesmo uma mulher com 1,70 metro e 65 quilos, ao ganhar 4 quilos, pode quase dobrar as chances de desenvolver diabetes tipo 2. O padrão também serve para os homens, ainda que de forma mais discreta.

“Há apenas 20 anos a OMS passou a encarar a obesidade como doença. Os passos são lentos, mas agora, pelo menos, nós sabemos que a causa está no hipotálamo”, diz Velloso. “A prática clínica ensina que recomendar dietas a obesos, pura e simplesmente, não adianta. É preciso mudar o padrão dos nossos alimentos.”

G1

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Blefaroplastia: cirurgia plástica corrige as deformidades ou flacidez das pálpebras

Técnicas que rejuvenescem as pálpebras sem deixar marcas e garantem resultado mais natural ganham espaço na plástica

O rejuvenescimento da região dos olhos é fundamental para manter a juventude de todo o rosto. Por isso, qualquer intervenção nesta área da face precisa ser muito benfeita, apresentar um resultado eficiente e – tão importante quanto isso – natural. É por esta razão que algumas estratégias ganham mais atenção dos cirurgiões plásticos. Uma delas é a chamada blefaroplastia transconjuntival. Trata-se de uma modalidade da blefaroplastia, o nome médico da cirurgia corretiva de pálpebras. Sua grande vantagem é que, além de proporcionar ao rosto um ar mais jovial, não deixa cicatrizes.

O procedimento é indicado para quem deseja retirar as bolsas de gordura embaixo dos olhos que costumam se formar ao longo do envelhecimento. Há duas maneiras de fazer isso. Na primeira, o cirurgião faz uma incisão na linha logo abaixo dos cílios, através da qual extrai o excesso de gordura e também de pele, se for necessário. O problema é que a marca do corte fica visível, embora ela tenda a se tornar imperceptível com a passagem dos anos. Na técnica transconjuntival, o acesso às bolsas é feito por meio de uma incisão na conjuntiva, a membrana mucosa localizada na parte interna do olho. Dessa maneira, não há corte aparente. O método, porém, não é indicado a todos. “É só para quem tem bolsas de gordura e pouco excesso de pele”, explica o cirurgião plástico Alexandre Senra, de São Paulo. Isso porque, pela técnica, não é possível cortar a sobra de pele.

Outro caminho – este em nível de estudos e tendência – é optar pela remodelação da gordura depositada nas pálpebras inferiores e não simplesmente retirá-la. “Essa estratégia representa uma mudança na maneira de pensar sobre as pálpebras”, explica o cirurgião plástico Santiago Garcia Lamelo, de São Paulo. “Em vez de mexer nas suas estruturas, as preservamos”, diz.

A verdade é que, desde que benfeitas e conduzidas por profissionais qualificados e experientes, as intervenções nas pálpebras resultam em maior qualidade de vida. Esse ganho, inclusive, foi registrado por uma pesquisa divulgada nos Estados Unidos. Os pesquisadores analisaram as respostas de 26 pacientes que haviam se submetido à cirurgia e constataram que eles apresentavam mais satisfação com a própria aparência e, consequentemente, mantinham uma boa autoestima.

REVISTA ISTOÉ

Conheça os erros mais comuns que praticamos na hora de cuidar da dentição, segundo estudo americano

Rachel Costa

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HÁBITO Depois de comer, Theo e Mirella sempre cuidam da higiene da boca

Quem nunca ouviu falar que cárie é coisa de criança ou que ela só acontece quando a pessoa come muito açúcar? Pois afirmações como essas são tão verdadeiras quanto dizer que misturar manga com leite pode matar. Preocupada com esses mitos que rondam a saúde bucal e em como essas informações erradas interferem na prevenção, a pesquisadora americana Carole Palmer, da Escola de Medicina Oral da Tufts University, nos Estados Unidos, resolveu reunir em um trabalho os principais tabus sobre o assunto. O objetivo foi esclarecer, ponto a ponto, a razão de as ideias serem equivocadas.

No artigo, há a citação dos seguintes mitos: os cuidados dentários começam com a primeira dentição, cáries afetam somente a boca, mais açúcar na alimentação significa mais cáries, não tem problema perder dentes de leite por causa das cáries, osteoporose não tem nada a ver com os dentes e ter cáries é coisa de criança. Contra cada um, Carole apresenta evidências consistentes. Um exemplo é o conceito errado de que indivíduos mais velhos têm menos risco de apresentar doenças nos dentes. Em geral, os adultos, principalmente aqueles com idade mais avançada, usam algum tipo de medicamento. E alguns desses remédios podem reduzir a salivação. Entre eles estão os antidepressivos, os diuréticos, os anti-histamínicos, os calmantes ou remédios para dormir. “O problema é que menos saliva implica mais dificuldade para a limpeza natural da boca”, explicou a pesquisadora à ISTOÉ. “Por isso, quem faz uso desses medicamentos precisa ingerir água mais vezes ao dia para compensar o efeito da droga”, complementou. Também são um problema comum entre essa população as doenças periodontais, que afetam a gengiva e os ossos de sustentação dos dentes. “Elas podem favorecer o surgimento de cáries ao longo das raízes dos dentes”, alertou a especialista.

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Outro pensamento – o de que os piores inimigos dos dentes são os alimentos mais açucarados – é derrubado com a constatação científica de que, na verdade, o que importa é a quantidade de tempo em que o dente fica exposto ao açúcar, e não a quantidade do ingrediente presente na guloseima. Explica-se: a cárie é efeito de uma alteração no pH da boca. Quando as bactérias que naturalmente habitam a cavidade bucal entram em contato com açúcares ou carboidratos fermentáveis presentes nos alimentos, elas consomem essas substâncias, produzindo ácido. Esse ácido, por sua vez, vai se acumular sobre o dente, retirando-lhe cálcio e fósforo. Se a pessoa não escova devidamente seus dentes, eles ficam gradativamente mais porosos. O resultado é uma sensibilidade aumentada a estímulos que normalmente existem na região bucal, como o movimento da língua, a salivação ou a mastigação de alimentos. “Ou seja: a quantidade consumida de açúcar ou carboidratos fermentáveis não importa. O que leva à cárie é a exposição constante a essas substâncias”, esclarece Marisa Malt, vice-presidente da Associação Brasileira de Promoção da Saúde Bucal.

O conceito de que não existe problema em perder dentes de leite para a cárie – ele ia cair mesmo, pensam muitos pais –, também traz consequên­cias sérias. “O dente de leite tem função”, diz a odontopediatra Gabriela Schneider, do Ateliê Oral, de São Paulo. “Ele auxilia a mastigação, ajuda no desenvolvimento dos músculos da face e serve como guia para que o dente permanente cresça corretamente”, explica. Sem ele, o dente permanente pode demorar mais para nascer ou mesmo nascer torto – o que exigirá, posteriormente, o uso de aparelhos corretivos (leia mais sobre os mitos no quadro).

A ideia de reunir – e desmistificar – os tabus surgiu depois de anos nos quais a professora Carole cansou-se de ouvir enganos sobre a saúde bucal. A experiência lhe permitiu confirmar que a informação truncada ou insuficiente é uma das razões, por exemplo, que explicam o crescimento de um problema tão fácil de combater, como a cárie. Só para ter a dimensão do estrago: a Organização Mundial da Saúde calcula que, somando-se todos os dentes cariados do mundo e dividindo-os pelos cerca de 6,8 bilhões de habitantes do planeta, ter-se-ia uma média de 2,2 cáries por pessoa. “Essa é a doença infecciosa mais comum em todo o planeta”, disse Carole.

Com a divulgação do trabalho, a pesquisadora americana espera contribuir para frear essa escalada. De fato, quanto mais informação, melhor. Na casa da ex-modelo Tatiana Machado Eiras, 30 anos, em São Paulo, os filhos Theo, 3 anos, e Mirella, 7 anos, são orientados desde bem pequenos. “Levo meus filhos ao dentista desde quando nasceram os primeiros dentes de leite”, conta Tatiana. E eles aprenderam direitinho: Theo adora balas, Mirella, chocolates e biscoitos. Mas, depois de comer, eles vão direto para a pia com a escova e a pasta de dentes. “O Theo já usa até fio dental”, diz a mãe. Para ela, o problema com a escovação é bem diferente daquele enfrentado pela maioria dos pais. “Tenho que ficar em cima para que o Theo não escove os dentes demais.”

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